Ministro da Educação culpa correntes políticas e filosóficas por alta taxa de suicídio

Para Milton Ribeiro, a falta de fé em Deus e na política também seriam fator para suicídios; Ministério da Saúde desmente

Por Metro Jornal

Durante evento pelo Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, lembrado nesta quinta-feira (10), o ministro da Educação culpou "correntes políticas", "sociólogos e filósofos" pelos índices de suicídio entre adolescentes no Brasil atual.

Para Milton Ribeiro, que é pastor protestante, tais ideias "deixam um vazio" e tiram "todas as certezas" dos jovens. "“A grande moda dos sociólogos e dos filósofos, e de algumas correntes políticas hoje, é destruir tudo, é desconstruir tudo. Mas o pior é que não se coloca nada no lugar".

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Na mesma fala, o ministro atribuiu ideações suicidas à falta de crença em "Deus e política". “Temos hoje no Brasil, no meu diagnóstico, por essa quebra de absolutos e certezas, verdadeiros zumbis existenciais, não acreditam mais em nada: Deus, política. Eles não têm nenhuma motivação”.

Em boletim, o Ministério da Saúde ressalta que o problema é muito mais complexo. "Sabe-se que este fenômeno é complexo e multifatorial, de modo que generalizações de fatores de risco são contraproducentes".

Em entrevista à Agência Brasil, a coordenadora-geral de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Dilma Alves Teodoro falou sobre como o fim do preconceito é fundamental para prevenir o suicídio: “O preconceito faz as pessoas não buscarem ajuda. Muitas vezes elas escondem a doença porque o amigo ou familiar vai interpretá-las como uma pessoa que é fraca, que deveria reagir, quando, na verdade, ela está adoecida”, disse.

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