OMS minimiza pausa em testes de vacina contra coronavírus

Por Metro Jornal

Após paralisação da terceira e última fase da vacina experimental desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, autoridades sanitárias não fizeram alarde do episódio que foi descrito como “comum” e um sinal de “transparência” dos testes.

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À Reuters, a OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou que a segurança é  considerada soberana quando se trata de testes clínicos em vacinas e, por isso, suspensões temporárias não são incomuns para avaliar doenças inexplicáveis em voluntários do processo.

De acordo com o The New York Times, um voluntário britânico sofreu efeitos adversos sérios após participar dos estudos e foi diagnosticado com mielite transversa, uma inflamação grave da medula espinhal.

Matt Hanocock, secretário de Saúde do Reino Unido, disse ontem à rádio LBC que não interpreta a paralisação como um revés definitivo e conta que não seria a primeira vez em que a AstraZeneca superava um atraso semelhante e disse que “houve uma pausa no início do verão e isso foi resolvido sem problemas”.

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), Antonio Barra Torres, afirmou que não é preciso interpretar o episódio como um “banho de água fria” e elogiou a atitude da empresa pela decisão.

“Faz parte do desenvolvimento alguns reveses momentâneos e eu entendo que foi muito positivo o compromisso com a segurança. É um estudo feito no mundo inteiro com dezenas de milhares de pessoas e quando um voluntário apresenta um efeito adverso, esse estudo é imediatamente parado.”

Ainda à rádio, a pesquisadora Margareth Dalcolmo, da Fiocruz, afirmou que nenhum voluntário brasileiro apresentou efeitos colaterais e disse que considera a decisão de interromper os testes como um atestado de transparência. Um acordo entre instituições e o governo brasileiro prevê que a vacina seja produzida no país, se aprovada.  

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