Alta dos preços já faz supermercado limitar vendas

Por Metro Jornal

A disparada no preço de alimentos básicos nos supermercados que desafia o bolso do consumidor neste ano preocupa o setor varejista e o governo federal. Associações ligadas às grandes redes de supermercados culpam os fornecedores pela alta. Na tentativa de negociar melhor os preços, os varejistas têm diminuído os estoques. A consequência é a imposição de limites de unidades adquiridas por cada consumidor, principalmente nas compras relacionadas ao arroz e ao óleo.

A prática foi liberada pelos Procons durante a pandemia para garantir o abastecimento para todos, com a condição de que seja bem sinalizada.

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Os produtos da cesta básica acumulam em 12 meses alta de 12% sobre o mês de agosto na cidade de São Paulo, de acordo com medição realizada pelo Dieese  (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O valor supera em quase seis vezes a inflação acumulada no período, de 2,31%, segundo o IBGE.

Tomate (28,78%), óleo de soja (14,18%), arroz agulhinha (6,31%) e leite integral (3,68%) registraram as maiores altas em São Paulo no mês de agosto.

A Abras (Associação Brasileira de Supermercados) divulgou nota na semana passada em que diz ver com “muita preocupação” o atual cenário de preços altos. De acordo com apuração interna da entidade, os reajustes são motivados pelo aumento das exportações, ajudadas pela desvalorização do real frente ao dólar, e pelo “crescimento da demanda interna impulsionado pelo auxílio emergencial do governo federal”.

A Abras afirma ter procurado o Ministério da Agricultura e a Secretaria Nacional do Consumidor para mediar a situação.

A Apas (Associação Paulista de Supermercados) também se pronunciou e disse ter recomendado aos supermercadistas que negociem com seus fornecedores e “comprem somente a quantidade necessária para a reposição”.

O presidente Jair Bolsonaro pediu, na sexta-feira, “patriotismo” aos donos de supermercados para segurar os preços. Ontem, ele disse ter feito apelo aos donos de redes de supermercados para que as margens de lucro de produtos como o arroz fiquem “próximas de zero”. Questionada sobre o tema, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que a questão é pontual e o governo não vai interferir.

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