Vacinas para covid-19 só devem ser distribuídas no Brasil no segundo semestre de 2021, diz ex-secretário

Por Metro Jornal com Rádio Bandeirantes

Apesar dos avanços no desenvolvimento de mais de cem vacinas contra o coronavírus em todo o mundo, o Brasil só deve começar a distribuir as doses a partir do segundo semestre do ano que vem, segundo estimativa do ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde Wanderson de Oliveira, que atuou no Ministério da Saúde na equipe do então ministro Luiz Henrique Mandetta.

Doutor em epidemiologia, Oliveira reforça, em entrevista à Rádio BandNews FM, que os resultados dos testes devem ser finalizados ainda em 2020, como promete a maioria das empresas e instituições envolvidas nas pesquisas. No entanto, o caminho da vacina até as redes pública e particular, com disponibilidade para toda a população, depende de análises de controle que podem estender mais esse processo.

QUER RECEBER A EDIÇÃO DIGITAL DO METRO JORNAL TODAS AS MANHÃS POR E-MAIL? É DE GRAÇA! BASTA SE INSCREVER AQUI.
Os chamados 'testes de bancada', que, diferentemente do que ocorre com vacinas de rotina, averiguam lote por lote, podem levar até 21 dias para serem finalizados.

O ex-secretário lembra ainda que muitos estados brasileiros terão de resolver problemas antigos de logística, necessitando reformas estruturais e estratégias de programas de imunização que precisam ser discutidos o quanto antes.

Oliveira também acredita que é preciso cautela para não politizar programas de vacinação, responsáveis por erradicar diversas doenças, como varíola e poliomielite.

Pandemia

Sobre o atual cenário da pandemia, ele avalia que o pior momento já passou – apesar de os índices continuarem altos. A reabertura de escolas pelo mundo também tem ajudado pesquisadores e autoridades a compreender a dinâmica do coronavírus.

Jovens e crianças menores de 18 anos representam 24% da população mundial; entre eles, a incidência da Covid-19 foi de apenas 2%. Os resultados mostram que a transmissão em escolas é baixa, o que não quer dizer que a retomada deva ser agilizada.

Oliveira defende ainda que o poder público intensifique campanhas de educação para uso de máscaras e medidas de higiene, o que, na opinião dele, deve fazer parte da rotina da população por um longo período.

Loading...
Revisa el siguiente artículo