Planos médicos e odontológicos perdem usuários com a pandemia

Por Giovanna de Boer - Rádio Bandeirantes

Planos de assistência médica e odontológica perderam usuários durante a pandemia. Segundo a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar), os dois tipos de convênios tiveram as quedas mais bruscas em abril e maio.

A diferença entre eles é que a redução dos planos médicos ficou concentrada nos empresariais, e os odontológicos apresentaram maior queda nos individuais. Para o José Cechin, superintendente executivo do IESS (Instituto de Estudos de Saúde Suplementar), trata-se de um efeito direto do desemprego.

"Mais de um milhão de pessoas, com carteira assinada, perderam os empregos e, com isso, o plano de saúde. Então houve essa redução bastante significante de beneficiários que perderam o emprego", afirmou.

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De acordo com a ANS, de março a junho, cerca de 340 mil contratos de planos empresariais foram rescindidos. Já os odontológicos perderam, no mesmo período, 535 mil beneficiários – mais da metade só em maio, na maior redução mensal desde 2014.

O valor médio de um plano odontológico é bem mais baixo se comparado aos planos médicos, algo em torno de R$ 20 a R$ 30. Isso fez com que algumas famílias abrissem mão dos planos odontológicos, explicou José Cechin.

"Um aperto que todas as famílias passaram durante esses meses de pandemia, algumas delas devem ser sacrificado o plano odontológico para poder manter o plano médico."

Apesar da evasão nos meses anteriores, o setor está se recuperando. Tanto o seguro odontológico quanto o médico viram aumento de clientes em julho.

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