Alistamento obrigatório nas Forças Armadas termina no dia 30 de setembro

400 mil jovens que completam 18 anos até o fim de 2020 ainda não se alistaram

Por Guilherme Oliveira - Rádio Bandeirantes

Cerca de 400 mil jovens que completam 18 anos até o fim de 2020 ainda não fizeram o alistamento no serviço militar obrigatório, mesmo com a mudança de prazo. Por causa da pandemia de covid-19, o Ministério da Defesa adiou a data limite de 30 de junho para 30 de setembro.

A inscrição pode ser feita pelo site alistamento.eb.mil.br e, a partir disso, é feita a seleção, diz o coordenador do Serviço Militar, coronel Fernando Penasso. “É tudo dentro de um sistema informatizado das Forças Armadas. A gente seleciona parâmetros para determinar quem avança no processo. São 5,7 mil municípios no Brasil inteiro, mas só 919 concorrem à próxima fase. Aqueles que não são dessas cidades são liberados por excesso de contingente.”

O alistamento online é possível para 65% dos jovens. As regras dependem de cada cidade, já que a Junta Militar é de responsabilidade das prefeituras. Neste ano, são esperados cerca de 1,5 milhão de jovens, que poderão servir ou ser dispensados. O coronel Penasso explica que apenas 7% acabam sendo convocados.

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“De início, 900 mil são dispensados. Os 600 mil restantes vão para a próxima fase de seleção e, entre eles, 300 mil são distribuídos nas Forças Armadas para um novo processo. Destes, cerca de 100 mil vão cumprir o serviço militar obrigatório. Então, de 1,5 milhão de alistados, 1,4 milhão recebem o excesso de contingente. Neste ano, o processo vai até novembro.”

Tanto no alistamento presencial, quanto nas fases seguintes, os protocolos de saúde são rigorosos, com o uso de máscara e o fornecimento de álcool em gel. O coordenador do Serviço Militar ressalta que o atendimento nas Juntas é similar a uma entrevista de emprego:

“No processo é importante que o candidato não tente omitir informações. Qualquer atividade militar é diferente da atividade civil, desde lidar com armamento à ter uma atividade física intensa. Nós recebemos o jovem vivo dos pais e queremos devolvê-lo vivo.”

Quem não se alistar fica impedido, por exemplo, de prestar concurso público, tirar passaporte e, se ganhar na loteria, não consegue retirar prêmio.

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