7 de setembro: Estado e prefeituras fazem apelo para que turistas evitem aglomeração no feriado

Por André Vieira - Metro Jornal

As imagens do último fim de semana, quando uma multidão ocupou as praias, com muita gente sem máscara e sem respeitar o distanciamento, preocuparam o governo do estado e as prefeituras, que agora fazem apelos para que o público evite aglomerações nesse feriadão de 7 de Setembro em meio à pandemia do novo coronavírus.

Mas como todos os avisos podem não evitar repeteco das cenas, para coibir os excessos, as autoridades prometem aumentar o policiamento nas estradas e nas cidades, além  de intensificar as fiscalizações. São Sebastião, no litoral norte, fará barreiras sanitárias e poderá impedir o acesso de turistas com sintomas da covid-19.

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Cidades como Santos e Guarujá admitiram dificuldades na semana passada para controlar o público e fazer valer as regras que obrigam o uso de máscara e o distanciamento, e também restringem as atividades nas praias. O temor é maior agora porque esse será o primeiro feriado desde a flexibilização da quarentena – e será um fim de semana prolongado de tempo quente, com máximas de 28ºC. O interior também preocupa. Campos do Jordão estima que 60% das vagas de hospedagem já estão reservadas para o período entre sábado e segunda-feira.

A associação que reúne as 70 cidades paulistas consideradas estâncias, e com maior potencial turístico, pediram ajuda ao governo, que prometeu disponibilizar todo o efetivo da Polícia Militar, distribuir 200 fiscais da Vigilância Sanitária e levar ações de conscientização para as estradas.

São Paulo vem registrando queda no número de mortes pela covid-19 e fechou agosto com redução de 14% na comparação com julho. Porém, ainda “não é hora de celebrar”, segundo o governador João Doria (PSDB). “É absolutamente imprudente que as pessoas utilizem esse feriado para fazer aglomerações em praias, calçadões, praças, clubes, condomínios ou qualquer local. A celebração só virá após a imunização com a vacina.”

A falsa impressão

A publicação repetida de pessoas lotando praias e bares pode gerar a falsa impressão de que todos estão nas ruas e o risco da covid-19 acabou. A cada pessoa que decide deixar os cuidados de distanciamento social (físico), o risco é multiplicado pelo número de contatos que faz. Esse aumento de mobilidade vai criando vetor de risco de nova onda da doença. Usar momentos de lazer para sair é ótimo, mas sem multidões. Ao ar livre, a transmissão da covid-19 por aerossóis (partículas invisíveis que expelimos pelo nariz e boca e que ficam suspensas no ar, podendo transmitir o vírus) fica reduzida. No entanto, em nada afeta a transmissão por gotículas maiores que entram diretamente em contato com nossas mucosas da boca, olhos e nariz por estarmos próximos demais de pessoas falando, tossindo, espirrando. Se for sair no feriado, busque locais sem aglomerações e use máscara.

ADÉLIA MARÇAL DOS SANTOS

Epidemiologista especialista em dinâmica de transmissão de doenças infecciosas e professora de medicina da USCS (Universidade Municipal de São Caetano)

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