Um ano após poluição por petróleo no litoral, responsáveis ainda não foram encontrados

Por Metro Jornal com Band

O maior mistério que se estabeleceu com o surgimento das primeiras manchas de óleo no litoral brasileiro permanece sem resposta um ano depois do desastre.

As investigações da Marinha e da Polícia Federal ainda não esclareceram como o petróleo cru se espalhou pela costa de 11 estados nem quem são os responsáveis por este que é um dos maiores danos ambientais do país.

As autoridades dizem que seguem apurando o caso, que têm rotas e navios suspeitos e que o óleo é de origem venezuelana, mas ainda sem apontar os culpados.

As primeiras manchas de óleo surgiram em 30 de agosto do ano passado, na costa da Paraíba. Rapidamente, o petróleo cru – denso e tóxico – começou a aparecer em outros locais e se alastrou por todo o Nordeste e também pelo litoral do Espírito Santo e do Rio de Janeiro.

Ao todo, mais de mil pontos foram afetados pela substância, que manchou de negro praias, mangues, rios, rochas e animais, trazendo perigos para a saúde e destruição ao meio ambiente.

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Ainda há vestígios do óleo em diversos pontos, em pequenas quantidades, e relatos de manchas que continuam a chegar, trazidas pelo mar. Os últimos registros são de junho deste ano.

A contaminação afetou diversas atividades, sobretudo a pesca e o turismo, que ainda tentavam se recuperar dos impactos do derramamento de óleo quando veio outra catástrofe. “O reflexo permanece até hoje porque entrou a pandemia [do novo coronavírus] e piorou mais a situação”, disse o pescador baiano Arivaldo Santana.

Os últimos relatórios das autoridades apontam que o pescado está apropriado para o consumo e que as águas não estão contaminadas. Ainda assim, os impactos ambientais não desaparecerão tão cedo. Um estudo da UFBA (Universidade Federal da Bahia) detectou redução de até 80% da biodiversidade de algumas praias, com diminuição no número de espécies e também das populações de animais.

“Se continuar existindo fonte de óleo no litoral, mesmo que pequena, não temos expectativa de melhora em menos de 10 anos”, afirmou o diretor do Instituto de Biologia da UFBA, Francisco Kelmo.

Petróleo impregnado

  • 1.013 pontos em todos os nove estados do Nordeste e também no Espírito Santo e Rio de Janeiro foram atingidos pelo petróleo cru
  • 5 mil toneladas da substância foram retiradas das praias pelas autoridades e por voluntários

IMPACTO PARA AS ATIVIDADES NO LITORAL

– 42% renda dos pescadores

– 49% reservas em pousadas

-30% movimento em restaurantes  que vendem frutos do mar

A Marinha e a Polícia Federal dizem ter rotas e navios suspeitos, mas ainda não chegaram aos responsáveis.  As investigações apontam que o óleo percorreu 700 quilômetros até atingir o litoral brasileiro e que foi produzido na Venezuela  o que não quer dizer que uma embarcação ou empresa do país seja responsável pelo desastre

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