Alesp quebra sigilo bancário de gestora do hospital de campanha no Anhembi

CPI investiga irregularidades praticadas por empresas terceirizadas contratadas pelo governo estadual

Por Maju Arruda Leite - Rádio Bandeirantes

A Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) aprovou, na quarta-feira (2), a quebra do sigilo bancário de uma das entidades responsáveis por gerir o Hospital de Campanha do Anhembi, na zona norte da capital paulista. A decisão partiu da CPI que investiga irregularidades praticadas por empresas terceirizadas contratadas pelo governo do estado.

Os trabalhos apuram acordos firmados com a organização social Iabas (Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde). A relação da entidade é com a cidade de São Paulo, mas o estado repassou recursos para auxiliar na administração da estrutura emergencial.

QUER RECEBER A EDIÇÃO DIGITAL DO METRO JORNAL TODAS AS MANHÃS POR E-MAIL? É DE GRAÇA! BASTA SE INSCREVER AQUI.

Veja também:
Como as crianças podem usar as telas de modo mais saudável?
Real contraria mercado e valorização ante ao dólar; cotação fecha a R$ 5,36

O Iabas também faz a gestão de algumas UBSs no município. Dessas unidades a organização teria deslocado médicos para cobrir postos vagos no hospital de campanha.

Segundo o presidente da CPI, deputado Edmir Chedid (DEM), há suspeitas de pagamentos em duplicidade para os profissionais da saúde. Também recaem sobre o instituto suspeitas de uso de dinheiro público para despesas sem relação com o contrato. Segundo o líder do governo na Alesp, Carlos Pignatari (PSDB), a investigação tem de ser realizada.

Em nota, o Iabas afirmou que não há o que esconder sobre os contratos com a prefeitura e prometeu fornecer as informações solicitadas no menor tempo possível. O pedido de quebra de sigilo será encaminhado ao Banco Central, que deverá mapear os dados e repassar à CPI. Ainda não há prazo para que o levantamento seja concluído.

Loading...
Revisa el siguiente artículo