Sem consenso, volta às aulas na Europa tem protesto

Por Metro Jornal

Escolas na Europa e Oriente Médio retomaram ontem atividades escolares após período de portas fechadas em meio à pandemia de covid-19. Segundo a Reuters, esperava-se que dezenas de milhões de alunos voltassem ontem ao modelo presencial de ensino. Dentre os países estão: França, Polônia, Rússia, Itália, Jordânia, Sérvia e 17 regiões autônomas da Espanha.

Segundo a agência, foram registrados protestos na França e Espanha e alguns sindicatos de pais e professores expressaram preocupação com a reabertura das salas de aula. “Prefiro que ela vá para a escola”, disse à Reuters uma mãe ao deixar sua filha na escola secundária em Saint-Leu-d’Esserent, ao norte de Paris. “Não é fácil estudar em casa, e eu também tenho que trabalhar, mas se houver casos na escola, vou me preocupar.”

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No mesmo dia de reabertura em países europeus, a cidade de Nova York, que possui o maior sistema de ensino dos Estados Unidos, anunciou que irá atrasar em 11 dias a retomada de aulas. Segundo o jornal britânico The Guardian, a decisão de postergar as aulas para o dia 21 de setembro partiu de um consenso com sindicatos da união escolar.

Apesar do impasse relacionados às questóes de segurança, especialistas afirmam que o ensino virtual acentuou abismos e desigualdades na educação entre as crianças. Em relatório divulgado em junho pela Unesco – braço da ONU (Organização das Nações Unidas) para a educação – 40% do países não possuem estrutura para oferecer ensino de qualidade e acompanhamento da aprendizagem a distância.

À Agência Brasil, a médica  Talita Amaro, que coordena um cursinho pré-vestibular, entre as maiores dificuldades citadas por alunos durante o ensino virtual estão: falta de concentração e disciplina, privacidade, além de cansaço com a rotina da internet. 

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