Pandemia acende mais cigarros e sinais de alerta

Por Jennifer Tisovec - Metro Jornal

O período de isolamento agravou um problema que já  preocupa os médicos há bastante tempo: o tabagismo. Um estudo da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) mostrou que 34% das pessoas passaram a consumir mais cigarros por dia na quarentena. Destes, 22% passaram a fumar mais de dez por dia, e 5% estão fumando mais do que 20.

Oncologista do grupo Oncoclínicas, Bruno Ferrari acredita que este aumento pode estar  relacionado à ansiedade diante da pandemia.

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O tabagismo é apontado como a principal causa de mortes do mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde).  Uma das maiores preocupações com a prática está ligada ao desenvolvimento de câncer pulmonar que, em 85% dos casos, é causado pelo tabagismo. Só a doença tem 1,8 milhão de novos casos por ano no mundo, com 1,6 milhão de mortes, segundo a organização. No Brasil, são registradas 400 mortes por dia.

E o problema fica mais sério quando é relacionado ao contexto atual da pandemia, já que a covid-19 também afeta os pulmões. De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo é um dos hábitos que contribuem para as formas mais graves do coronavírus, já que ataca o trato respiratório.

E é para incentivar o acompanhamento médico de rotina e evitar um diagnóstico tardio de câncer de pulmão (que pode reduzir as chances de cura), que o país realiza amanhã o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

Câncer e covid-19

É importante ficar atento para os sintomas de ambas as doenças, que podem ser facilmente confundidos, já que estão relacionados ao trato respiratório, como falta de ar e tosse. A diferença entre os dois é que no câncer de pulmão o sintoma surge e persiste mais do que 15 dias. Em estágios mais avançados também é comum ter perda de peso sem motivo e pneumonia.  Já na covid-19, a tosse pode vir acompanhada de febre e não costuma durar mais de duas semanas.

Quando alguém deixa de fumar…

20 minutos

Pressão arterial e frequência do pulso voltam ao normal

8 horas

Níveis de monóxido de carbono no sangue ficam regulados e o de oxigênio aumenta

24 horas

O risco de acidente cardíaco diminui

48 horas

As terminações nervosas começam a se recuperar e o olfato e paladar melhoram

3 meses

Circulação sanguínea melhora e a função pulmonar se recupera em 30%

1 ano

Sintomas de tosse, rouquidão e falta de ar ficam mais leves

5 anos

A taxa de mortalidade de câncer de pulmão cai pelo menos 50%

15 anos

Os riscos de desenvolver câncer pulmonar se tonam praticamente iguais aos de uma pessoa que nunca fumou


Supervisão André Vieira

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