'Governo está reconhecendo desigualdades', diz ministro sobre Renda Brasil

Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) fala sobre ausência de Paulo Guedes no lançamento do Casa Verde Amarela e corrida para ajustar substituto do Bolsa Família

Por Metro Jornal

O presidente Jair Bolsonaro mostrou insatisfação com as propostas da equipe econômica chefiada pelo ministro Paulo Guedes para custear o Renda Brasil, sua versão para o Bolsa Família. Bolsonaro afirmou ontem, em evento em Minas Gerais, que o projeto “está suspenso”, aumentando o processo de “fritura” de um dos maiores símbolos de seu governo.

Ao negar o modelo apresentado por Guedes, Bolsonaro afirmou: "A proposta, como a equipe econômica apareceu para mim, não será enviada ao Parlamento. Não posso tirar de pobres para dar a paupérrimos." Já Guedes minimizou as críticas do chefe: "As coisas são assim mesmo: a economia é o cara que faz o papel de mau, e a política é o cara que faz o papel do bom."

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse acreditar que o formato e os valores do Renda Brasil serão definidos na sexta-feira (28). Confira entrevista do ministro no "Jornal Gente".

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Por que Paulo Guedes não foi ao lançamento do Casa Verde Amarela?
Eu estive com o ministro na tarde de terça (25) em reunião com o presidente e outros ministros para falar da continuação do auxílio emergencial e da nova Renda Brasil, que vai ser instituída como grande programa de proteção social, incluindo não apenas os beneficiários do Bolsa Família como os indivíduos que foram identificados nessa pandemia e que precisam de suporte federal. Então, nós estivemos juntos falando de temas importantes para o país.

Quais as diferenças do Bolsa Família e do Renda Brasil, além do valor?
Para que tenhamos condição como país de ofertar os empregos para um número maior de pessoas, há necessidade de termos rede de proteção social que permita que haja transição entre este processo de dependência de programa social até sua inserção produtiva na economia. O que o governo está fazendo é reconhecendo as desigualdades que o país tem. Na terça, o ministro [da Cidadania] Onyx [Lorenzoni] trouxe cenários e metodologia de inserção dessas pessoas e na sexta-feira o presidente Bolsonaro baterá o martelo. Nós temos reunião técnica pela manhã e à tarde será com o presidente. Teremos a oportunidade de definir qual política será apresentada ao Congresso. A princípio, a decisão é que haverá a prorrogação do atual auxílio emergencial com outros valores até o final do ano e a partir de janeiro a gente tenha novo programa, mas robusto e que leve em consideração as desigualdades regionais.

Qual será a forma de financiamento? Está em discussão o fim do abono e de deduções no imposto de renda?
Vamos tomar a decisão na sexta-feira. Prefiro não especular sobre qual será o fundo que vai financiar. Há necessidade de buscar alternativas para colocar de pé o projeto. Qualquer afirmação agora será antecipação de decisão na sexta. Pela sua percepção política, o presidente vai tomar a decisão mais confortável. Porque haverá discussão dentro do Congresso Nacional.

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