'Renda Brasil': Bolsonaro pressiona Guedes por nova proposta até sexta

O presidente foi contrário ao corte de outros benefícios para fechar a conta pública que permitiria sua versão do Bolsa Família

Por Metro Jornal

O presidente Jair Bolsonaro mostrou insatisfação com as propostas da equipe econômica chefiada por Paulo Guedes para a custear o Renda Brasil, sua versão para o Bolsa Família. Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (26), em evento em evento em Minas Gerais, que o projeto “está suspenso”, aumentando o processo de fritura de um dos maiores símbolos de seu governo.

Segundo apurou o jornal "O Estado de S. Paulo", Bolsonaro deu prazo de três dias, até sexta-feira (28), para que o ministro da Economia, Paulo Guedes, apresente uma nova proposta para o Renda Brasil. Nas últimas semanas, Guedes perdeu integrantes de seu ministério, insatisfeitos com os rumos do governo, e tem reclamado da postura “fura teto de gastos” de alguns conselheiros do presidente.

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Sua ausência na terça-feira (25) no lançamento do programa habitacional Casa Verde e Amarela foi interpretada como sinal de que poderia estar insatisfeito em continuar no governo. O primeiro desencontro entre Guedes e Bolsonaro foi a respeito do valor do benefício. O ministro teria sugerido entre R$ 240 e R$ 270, mas o presidente pediu ao menos R$ 300. O valor médio do Bolsa Família, criado durante o governo petista, é de R$ 190.

Guedes teria então indicado em reunião na terça a necessidade de acabar com outros benefícios para fechar a conta pública, como o fim do abono salarial aos trabalhadores que recebem até dois salários mínimos e cortar deduções de saúde e educação do Imposto de Renda. “Ontem, discutimos a possível proposta do Renda Brasil. E eu falei ‘está suspenso’, vamos voltar a conversar. A proposta, como a equipe econômica apareceu para mim não será enviada ao Parlamento. Não posso tirar de pobres para dar a paupérrimos. Não podemos fazer isso aí”, disse Bolsonaro.

De acordo com o presidente, 12 milhões de trabalhadores são beneficiados pelo abono. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, disse acreditar que o formato e os valores do Renda Brasil sejam definidos na quinta-feira (27).

Outra divergência a ser acertada entre Guedes e Bolsonaro é a prorrogação do auxílio emergencial. “O valor não será nem R$ 200, nem R$ 600”, disse ontem o presidente, que garantiu a prorrogação até dezembro, mas com parcelas mais baixas. Em entrevista ontem ao Blog da Cristiana Lôbo, Guedes minimizou as críticas do chefe: “Ele é o presidente e é quem decide”, afirmou.

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