Laboratório italiano estuda testar vacina contra covid-19 no Brasil

Por Metro Jornal com Ansa

Autoridades sanitárias italianas estudam levar testes da vacina Grad-CoV2, desenvolvida no país, para o Brasil. O motivo é o grau da disseminação do vírus na nação latino-americana, que cientistas caracterizaram como "muito forte".

A substância está sendo testada pela empresa de biotecnologia italiana Reithera, em parceria com o hospital de Roma Instituto Lazzaro Spallanzani, referência em doenças infecciosas. A vacina foi produzida a partir de um adenovírus de chimpanzés, que transporta a proteína spike, presente no Sars-CoV-2, para o corpo humano.

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A meta do hospital e da Reithera é iniciar a produção e comercialização da vacina até o fim do primeiro semestre de 2021. O projeto obteve 8 milhões de euros em financiamentos públicos, sendo 5 milhões do governo regional do Lazio e 3 milhões do Ministério da Universidade e da Pesquisa.

A primeira fase dos ensaios clínicos em humanos começou nesta segunda-feira (24) na capital italiana, e pesquisadores pretendem levar as próximas fases para outros países – preferenciamente, na América Latina.

Segundo o diretor sanitário do Lazzaro Spallanzani, Francesco Vaia, as fases 2 e 3 estão previstas para começar no "outono" do Hemisfério Norte, que vai de setembro a dezembro, "provavelmente no exterior".

"Sobretudo em lugares como Brasil, México ou outros países onde o contágio é muito mais forte", declarou Vaia neste domingo (23), em coletiva de imprensa no Aeroporto de Fiumicino, nos arredores de Roma.

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