Economista dá dicas para cortar gastos desnecessários na pandemia

Por Metro Jornal

Um levantamento da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros) aponta que 25% dos gastos mensais de todas as pessoas, sozinhas ou em família, podem ser considerados supérfluos ou desnecessários.

Com a pandemia de covid-19, que ameaça a estabilidade econômica tanto do país quanto nas finanças pessoais, o bom uso do dinheiro pode trazer maior segurança para enfrentar possíveis crises. "É preciso estar atento especialmente aos pequenos gastos, considerados sem muita importância, mas que quando somados fazem grande diferença no orçamento mensal", explica Reinaldo Domingos, presidente da associação.

O economista aponta diversos passos e atitudes para reduzir os gastos do mês, começando por um diagnóstico financeiro. “Anote por 30 dias tudo o que gasta, separando por tipo de despesa, incluindo cafezinhos e gorjetas. Assim, verá uma realidade muito diferente da que imagina.”

Com um documento organizado, segundo Domingos, é possível visualizar comportamentos que podem ser alterados, como possíveis parcelamentos ou compras feitas pelo impulso. Outro ponto levantado é evitar gastar por “tédio”, quando se acaba buscando promoções que não trazem necessidades reais.

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O limite do cartão de crédito e do cheque especial devem ser sempre considerados. “Tenha consciência de que essas são opções de crédito, ou seja, formas de comprar algo agora e pagar depois com juros. Mantenha o limite do cartão de crédito com valor equivalente, no máximo, a metade de sua renda.”

A economia nas contas básicas, como energia elétrica, água e gás, devem sempre estar no radar, segundo o economista. “Atitudes simples, como fechar a torneira ao escovar os dentes, podem levar a redução de custos nas contas básicas de uma casa.” Rever pacotes de assinatura, como telefonia, televisão a cabo e internet, também podem resultar em planos mais baratos.

Sobre compras no mercado, a recomendação de Domingos é sempre levar uma lista, para evitar levar além do necessário. O questionamento antes de um gasto, muitas vezes feito na emoção, deve se tornar atividade constante. “Pergunte-se: ‘eu realmente preciso?’, ‘tenho dinheiro para pagar à vista?’, ‘conseguirei pagar a parcela daqui há três ou seis meses?’.”

Donos de carros podem economizar ao repensar o uso do veículo. O especialista sugere que alguns trajetos sejam feitos a pé; outros, pensando em tempo e dinheiro, podem ser mais vantajosos em um táxi.

Por fim, Reinaldo Domingos considera ter grandes objetivos de curto, médio e longo prazo, um grande estímulo para cortar gastos. Quando se resgata os sonhos, aquilo que realmente deseja conquistar, o consumo imediatista perde a força. Assim estará priorizando aquilo que tem verdadeiro significado em sua vida.”

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