Vacina cubana para covid-19 entra na disputa

Por Metro Jornal

“Conseguir uma vacina eficaz contra a covid-19 é uma prioridade para todo o nosso sistema de ciência e inovação. Hoje, nós do Instituto Finlay vemos um progresso sólido e rápido neste projeto.” Foi assim que o presidente da BioCubaFarma – empresa cubana de biotecnologia –, Eduardo Martínez, definiu a corrida do país em busca de uma vacina eficaz e segura contra o novo coronavírus. O país já trabalha na dose batizada de Soberana 01, que iniciará testes clínicos em humanos a partir de semana que vem.

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Fundação Renova - agosto 2020

Com experiência no desenvolvimento de suas próprias pesquisas médicas, Cuba se concentra na produção de um imunizante via nasal – semelhante a vacina contra a hepatite B crônica, também desenvolvida por cientistas do país.

Apesar da recente alta de casos, Cuba tem apresentado um controle satisfatório sob a contenção da taxa de contágio. Por lá, foram 3.408 pessoas infectadas e 88 mortes registradas em virtude da covid-19.

Segundo a imprensa estatal, o Instituto Finlay (centro governamental de ciência localizado em Havana), em conjunto com o CIGB (Centro de Imunologia Molecular e no Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia), trabalha atualmente em quatro possíveis vacinas, das quais uma já está em estágio avançado e deve ter resultados dos testes em humanos publicados até o dia 11 de janeiro de 2021.

Além da pesquisa própria, o país também pode ser um dos escolhidos para produzir a vacina russa, a Sputnik 5. 

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