SP calcula perda de 17 milhões de viagens e 120 mil demissões no turismo

Por Lucas Herrero - Rádio Bandeirantes

Até o fim de 2020, o estado de São Paulo prevê um prejuízo ao setor do turismo de 17 milhões de viagens e 120 mil demissões. Antes da pandemia, a expectativa era receber 46 milhões de turistas, sendo que a tendência atual é de que o estado atinja 29 milhões.

A cidade de São Paulo, líder absoluta no setor, é a cidade mais atingida, enquanto interior e litoral também foram prejudicados – estes, porém, devem retomar o ritmo de forma mais rápida em 2020. O secretário estadual do Turismo, Vinicius Lummertz, diz que a mudança ocorre pelo aumento das viagens regionais, de no máximo três horas.

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Desse total de 29 milhões de viagens, 20 milhões são paulistas viajando dentro de São Paulo, 8 milhões de outros estados e 800 mil estrangeiros. "A capital representava mais de 30% (em participação no turismo do estado) e agora vai cair para 26%, porque tem muito a ver com eventos, turismo de negócios, feiras, congressos", explica Lummertz. "O turismo do litoral e do interior do estado – Mantiqueira, Circuito das Águas, praias do norte e do sul – recebe turistas da Grande São Paulo de curta distância, que é a grande tendência daqui para frente."

O responsável pela pasta paulista afirma ainda que a queda era inevitável, porque o setor funcionou com apenas 5% da expectativa durante os meses de março, abril e maio. Atualmente, a recuperação vai alcançando a metade do nível previsto. Nos aeroportos, a situação é pior: apenas 35% da movimentação nos aeroportos foi recuperada.

Planos atrasados

Lummertz admite que vários planos do setor foram atrasados por causa da permanência do estado na fase amarela do Plano São Paulo, de flexibilização da quarentena, e, consequentemente, no platô do vírus.

"Foi feita uma projeção para que eventos sentados na capital pudessem estar abertos em 27 de julho, mas dependia da posição da prefeitura. Para eventos em pé, como feiras, evidentemente com protocolos, liberaríamos em 12 outubro com um condicionante: se estivéssemos na fase verde. A gente esperava já estar na fase verde. Ficamos e estamos há muito tempo nesse platô", explicou o secretário.

Como houve um crescimento de 50 mil postos em 2019, sendo que o prejuízo em 2020 é de 120 mil, a intenção do governo é recuperar 70 mil vagas até o primeiro semestre de 2021 e crescer a partir da segunda metade do ano que vem.

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