Convenção Democrata chega no dia final nos Estados Unidos

Por Letícia Bilard - Metro Jornal

A Convenção Nacional Democrata norte-americana,  cujo tema é “Liderança Importa”, esperava receber ao menos 50 mil pessoas na versão presencial, mas em meio à pandemia de covid-19, o evento precisou se readequar. Apesar dos discursos gravados, não faltaram ensaios para elogios voltados ao presidenciável democrata, Joe Biden, que discursará na noite desta quinta-feira (20).

Nos dias anteriores, os ex-presidentes Bill Clinton e Jimmy Carter, considerados estrelas do partido, apostaram em Biden como o personagem que “devolverá a integridade à Casa Branca.”
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Fundação Renova - agosto 2020

Em uma postura de que basta ser anti-Trump para eleger Biden, o partido apostou em convencer antigos eleitores que deixaram de comparecer às urnas por Hillary, em 2016, que votassem desta vez. Segundo o cientista político Pedro Fassoni Arruda, essa postura pode ter sido a maior diferença da convenção nacional deste ano.

“Talvez essa [postura anti-Trump] seja a maior mudança. Apesar das diferenças dentro do próprio partido republicano, parece haver maior unidade diante de um inimigo comum, visto como defensor de ideias perigosas como Donald Trump”, explica Arruda ao mencionar que o atual presidente, republicano, tem perdido apoio dentro seu próprio partido. Recentemente, o ex-presidente George W. Bush e seu irmão, ex-governador da Flórida, de mesmo viés político, anunciaram que não votarão em Trump desta vez.

Entre as pautas progressistas do evento, dois atores ganharam destaque: Bernie Sanders, senador e ex-presidenciável nas primárias, e Alexandria Ocasio-Cortez, deputada que compõe o nomeado “esquadrão” das mulheres democratas.

Em discurso, Alexandria disse que apoia “um movimento que se esforça para reconhecer e reparar as feridas da injustiça racial, colonização, misoginia e homofobia”.

De acordo com Arruda, os democratas exploraram pontos fracos de Trump, como falta de liderança no contexto de crise, inação, truculência e falta se sensibilidade em questões como racismo.


Supervisão de Vanessa Selicani

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