Roubos de celular voltam a aumentar com flexibilização da quarentena, mostra estudo

Por André Vieira - Metro Jornal

Os efeitos do distanciamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus e da reabertura gradual da economia também podem ser expressos pelas estatísticas criminais.

Segundo levantamento do Departamento de Pesquisas em Economia do Crime da Fecap (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado), foram contabilizados 69.628 roubos de celular em todo o estado de São Paulo no primeiro semestre de 2020 – o que representa queda de 38% na comparação com 2019 (veja abaixo).

Os dados são do boletins de ocorrência registrados pela SSP (Secretaria de Estado da Segurança Pública).

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Fundação Renova - agosto 2020

Anexos

A análise mês a mês mostra que a queda foi mais acentuada no período de maior distanciamento social, entre abril e maio, com diminuição de até 58% na comparação.

A diferença foi menos expressiva em junho, com a flexibilização da quarentena, quando a queda na comparação foi de 32%. Entre maio e junho, o aumento no número de roubos de celular foi de 61%, de 8 mil para 12,9 mil.

Economista e pesquisador da Fecap, Allan Carvalho afirmou que o resultado tem influência direta da pandemia da covid-19.

“Com o isolamento social e a paralisação das atividades econômicas, tivemos um menor fluxo de pessoas e isso dificulta a ação do criminoso. Com a retomada, o público volta para as ruas, para os pontos de ônibus, os carros ficam parados no trânsito, e a tendência é que o criminoso se aproveite desse movimento e também retorne.”

A pesquisa mostra que o roubo de celular foi mais comum no período noturno (44,5% dos casos) e que as 10 cidades com mais ocorrência representam mais da metade (57%) de todos o crimes registrados no estado.

O governo dos EUA emitiu ontem alerta para que os turistas do país evitem viajar para o Brasil, não só em função da covid-19, mas também pelo aumento da criminalidade.

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