Partido Novo acusa Boulos de propaganda eleitoral antecipada; pré-candidato responde

Por Metro Jornal com Estadão Conteúdo

O Partido Novo foi à Justiça Eleitoral nesta segunda-feira (10) contra a capa de Guilherme Boulos e Luiza Erundina, do PSOL, pela eleição deste ano para a prefeitura de São Paulo. O Novo alega que os candidatos fizeram propaganda eleitoral antecipada nas redes sociais.

Na representação, o partido questiona um vídeo divulgado no dia 20 de julho por Boulos, cabeça da chapa, em que sua vice, Luiza Erundina, diz: "Nós vamos à luta eleger Boulos prefeito de São Paulo". O advogado do Novo, Tiago Ayres, afirma que a fala caracteriza "pedido explícito de voto" e, portanto, configuraria propaganda eleitoral antecipada.

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É vista desta forma campanhas que antecedem o registro da candidatura. A Legislação Eleitoral permite menções aos pré-candidatos, desde que não envolvam demandas diretas por voto. Em sua denúncia, o partido afirma que a fala de Erundina poderia "ocasionar um desequilíbrio no pleito e atingir a igualdade de oportunidades entre futuros candidatos".

O Novo exige que a Justiça determine remoção do vídeo das redes sociais, e estabeleça uma multa à chapa Boulos/Erundina.

Guilherme Boulos afirma que a chapa psolista ainda não foi notificada sobre a representação do partido Novo, porém defende que a fala de Erundina referia-se às prévias do PSOL para eleger os candidatos do partido.

"No caso da denúncia, o partido é novo, mas a política é a velha de sempre", comenta Boulos. "O jogo nem começou e querem ganhar no tapetão."

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