Brasil 'importou' coronavírus mais de 100 vezes; Europa foi principal origem

Por Metro Jornal com Agência Brasil

Estudo publicado nesta quinta-feira (23) pela renomada publicação científica Science mapeou 427 genomas distintos do novo coronavírus (Sars-CoV-2) e rastreou os caminhos da doença por ele causada no Brasil.

O estudo contou com amostras colhidas de pacientes positivos para a covid-19 entre os meses de março e abril, em 85 municípios de 21 estados brasileiros.

LEIA MAIS:
Brasil registra mais 59,9 mil infectados e 1,3 mil mortos por covid-19

Pesquisadores de 15 instituições brasileiras em parceria com universidades britânicas descobriram, entre outros aspectos, as forma de entrada do agente infeccioso no país. De acordo com o estudo, o novo coronavírus entrou mais de 100 vezes distintas no Brasil. A maior parte dessas "chegadas" foi registrada em capitais com grande incidência de voos internacionais, com destaque para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará.

Ainda, a maior parte dessas "importações" do vírus veio da Europa. No entanto, apenas uma pequena parcela delas resultou no espalhamento da transmissão comunitária pelo país.

Isolamento foi eficaz?
Outro ponto abordado no estudo, que é descrito por seus organizadores como "o maior em vigilância genômica da covid-19 na América Latina", foi o impacto das medidas de isolamento social no controle da epidemia.

Os resultados demonstram que as medidas de intervenção não-farmacêuticas, embora consideradas insuficientes, ajudaram a diminuir a taxa de transmissão do vírus. No início da pandemia, essa taxa de transmissão foi estimada como superior a 3, passando para valores entre 1 e 1,6 em São Paulo e no Rio de Janeiro.

As amostras do estado do Rio de Janeiro vieram, em sua maioria, do Laboratório de Virologia Molecular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenado por Amilcar Tanuri, e foram sequenciadas e processadas no Laboratório de Bioinformática do Laboratório Nacional de Computação Científica, coordenado por Ana Tereza Vasconcelos.

Loading...
Revisa el siguiente artículo