Remédios para intubação estão em falta em diversas regiões do Brasil

Por Band.com.br

Os estoques dos medicamentos do chamado “kit intubação”, que inclui cerca de 20 remédios usados para procedimentos cirúrgicos e sedativos em UTIs, estão baixos em diversos estados do país. As informações são da Gabriela Plentz, da BandNews FM.

O aumento da demanda por conta da pandemia do coronavírus dificulta a aquisição dos insumos no mercado farmacêutico.

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Aquisição emergencial
Os estados do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro não foram contemplados na primeira leva de aquisição emergencial do Ministério da Saúde, que distribuiu 806 mil itens para 18 das unidades federativas brasileiras.

No Rio Grande do Sul, a orientação da Secretaria Estadual da Saúde é que os hospitais gaúchos suspendem as cirurgias e procedimentos eletivos por tempo indeterminado devido a falta dos insumos.

O gerente médico do Hospital Nossa Senhora das Graças, de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, Glauco Luís Konzen explica que o aumento dos preços também é registrado neste momento e que a preocupação é o risco de desassistência.

Na capital fluminense, uma funcionária do Hospital de Campanha do Maracanã, que teve a identidade preservada e a voz distorcida, conta que outro problema enfrentado pelos profissionais da saúde é a falta de condições de trabalho.

A falta de insumos atinge a maior metrópole brasileira. São Paulo espera que as entregas do medicamento Azitromicina, usado no tratamento de infecções respiratórias, sejam normalizadas até o final do mês após ausência da matéria prima no mercado.

Fracasso no processo de aquisição
Em Minas Gerais, a Secretária Estadual de Saúde chegou a planejar um processo de aquisição, que fracassou: por conta dos sobrepreços de até 300% ou pelo desabastecimento geral do mercado. O alerta, segundo a Diretora Executiva do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais, Neuza Freitas, é para estoques baixos.

Já no Paraná e na Paraíba, a escassez dos insumos chegou a ser registrada, mas, segundo as Secretarias de Saúde, a situação foi resolvida.

Em outros estados, os governos admitem que remédios que seriam a segunda ou terceira opção para o tratamento de pacientes com Covid-19 são utilizados para prevenir a carência dos produtos – é o que acontece no Espírito Santo e no Ceará.

Quadro amenizado
O quadro no sul do país foi amenizado com uma compra do Ministério da Saúde junto ao governo uruguaio, que destinou 54 mil unidades para Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

De acordo com o Ministério da Saúde, foram distribuídos 15.500 milhões de medicamentos, sendo 4.400 milhões de comprimidos de Cloroquina e 11.100 milhões de cápsulas de oseltamivir, mais conhecido como Tamiflu – usado na prevenção de gripes como do vírus Influenza.

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