Ministério Público do Rio tenta impedir desativação de hospitais de campanha

Por Metro Jornal com Estadão Conteúdo

Ministério Público do Rio (MPRJ) e a Defensoria Pública do Estado (DPRJ) encaminharam petição, nesta sexta-feira (17), à 14ª Vara da Fazenda Pública para tentar reverter decisão do governo estadual do Rio de Janeiro que desativa dois hospitais de campanha: o do Maracanã e de São Gonçalo.

O encerramento das operações se deve, de acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, ao fim do contrato com a Iabas, organização social que gere ambas unidades e é, atualmente, investigada por irregularidades em contratos com o Estado.

A SES ainda afirma que, apesar dos esforços para remover os internados e o fim do contrato com a Iabas, os hospitais não serão fechados neste momento. A secretaria sustenta que novos profissionais serão transferidos da Fundação Saúde para os hospitais de campanha, mas não disse quando isso acontecerá.

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Todos os pacientes de ambos hospitais estão sendo transferidos para outros hospitais. O MP e a Defensoria alegam que, além de violar determinação que amplia o número de leitos no Estado, o fechamento dos hospitais de campanha pode trazer risco grave e irreversível à vida dos pacientes.

"Certamente a transferência açodada dos pacientes importará em inúmeros obstáculos de logísticas, e exigirá, num momento de enorme escassez de recursos, leitos disponíveis, ambulâncias qualificadas e higienizadas para cada uso e equipes médicas para acompanhar cada um dos traslados", diz trecho do texto.

Ainda, os órgãos argumentam que o fechamento e a justificativa dada pelo governo estadual "apenas comprova a desorganização estatal". "A preservação da saúde e o restabelecimento dessas pessoas não pode jamais ser comprometido pela falha na gestão pública, que não planeja a sucessão tempestiva para a unidade e determina, sem levar em conta a condição de cada paciente, o esvaziamento em massa da unidade de pessoas em situação de extrema vulnerabilidade", diz a petição.

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