7 em cada 10 empresas tiveram queda nas vendas, diz pesquisa do IBGE

Por Vanessa Selicani - Metro Jornal

Sete em cada dez empresas brasileiras tiveram as vendas ou serviços impactados negativamente pela pandemia do novo coronavírus. O dado faz parte da Pesquisa Pulso Empresa: Impacto da Covid-19 nas Empresas, divulgada na quinta-feira (16) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e que traz um retrato da situação dos setores econômicos na primeira quinzena de junho na comparação com o período antes da chegada do vírus ao país.

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As estimativas do instituto de pesquisa mostram que as pequenas empresas são as que mais sentiram o impacto da quarentena. Dos 1,3 milhão de negócios que estavam fechados (temporária ou definitivamente) na primeira quinzena de junho, 522,7 mil (39,4%) encerraram suas atividades por causa da pandemia, sendo que 99,2% eram de pequeno porte, com até 49 empregados. O setor de  serviços responde pela maior fatia dos encerramentos (49,5%), seguido de comércio (36,7%), construção (7,4%) e a indústria (6,4%). “Os dados sinalizam que a covid-19 impactou mais fortemente segmentos que, para a realização de suas atividades, não podem prescindir do contato pessoal, têm baixa produtividade e são intensivos em trabalho, como os serviços prestados às famílias”, explica o coordenador de Pesquisas Estruturais e Especiais em Empresas do IBGE, Alessandro Pinheiro.

A pesquisa mostrou ainda que 63,7% das empresas tiveram dificuldade de realizar pagamentos, sendo que 44,5% delas optaram por adiar a quitação de tributos. O impacto na redução de funcionários foi em apenas 34,6% do total. Dentre as que adotaram alguma medida para conseguir sobreviver no período, 67% disseram não ter contado com o apoio do governo.

Futuro

O economista e professor do Instituto Mauá de Tecnologia Ricardo Balistiero afirma que o segundo semestre será decisivo para a economia brasileira. Ele diz não acreditar, porém, que a reabertura das cidades possa contribuir como se espera. “O processo de abertura vai gerar alívio sobre a possibilidade do comércio poder voltar. Mas também  frustração, porque as empresas vão operar abaixo da capacidade, com a população ainda com medo de sair de casa. O segundo ponto é a adaptação no negócio à nova realidade de segurança e higiene.”

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