Novos estudos colocam em xeque plano de volta às aulas do governo de São Paulo

Por Metro Jornal com Estadão Conteúdo

O plano de volta às aulas passa por uma reavaliação, segundo o secretário-executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, conselho do governo de São Paulo que analisa as medidas propostas para a retomada das atividades econômicas durante a pandemia.

Em entrevista coletiva desta quinta-feira (16), no Palácio dos Bandeirantes, João Gabbardo citou estudos que analisam possíveis efeitos do retorno das aulas presenciais na situação epidemiológica.

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"Este tema tem sido motivo de inúmeros trabalhos", explica, "alguns mostrando que o retorno às aulas não traz nenhum tipo de consequência de aumento de casos ou de óbitos entre as crianças, alguns mostrando que na retoma das aulas os professores têm efetivamente um aumento na transmissibilidade da doença e alguns manifestando um certo receio de que a retomada das aulas possa ser muito impactante na transmissibilidade e no número de óbitos."

A divulgação destes novos cenários levantou a necessidade da reavaliação de pontos do plano de volta às aulas. No Estado, as atividades escolares presenciais estão previstas para serem retomadas em 8 de setembro.

Gabbardo não deu prazo para conclusão desta reavaliação, mas afirmou que " tão logo a gente tenha essas informações, a gente vai trazer aqui para a entrevista coletiva".

A retomada das aulas na data sugerida está condicionada à classificação de todas as cidades do Estado na fase amarela do plano de reabertura econômica, o Plano São Paulo. Na segunda-feira (13), o governo havia autorizado a volta de cursos universitários e de uma série de cursos extracurriculares, como aulas de informática, inglês, música e dança.

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