Alvo de críticas, OMS vai investigar condução do combate à pandemia

Por Metro Jornal

A Organização Mundial da Saúde (OMS) criou um comitê independente para analisar suas próprias ações durante a pandemia do novo coronavírus. O anúncio foi feito em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9).

O grupo será conduzido pela ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, e a ex-presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf. Os resultados da ivnestigação serão apresentados em assembleia geral da entidade, programada para novembro.

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O intuito é avaliar a gestão da entidade e suas ações no combate da pandemia. Tal conduta foi alvo de reclamações nos últimos meses, principalmente do governo estadunidense e veículos de imprensa.

Segundo os críticos, a OMS demorou muito para elaborar uma resposta para a crise, que as informações iniciais estavam defasadas e que as frequentes mudanças de opinião sobre pontos do combate ao covid-19 – como o uso de máscaras e medicamentos como a cloroquina e a hidroxicloroquina – prejudicaram o controle da doença.

O diretor-geral da entidade, Thedros Adhanom Ghebreyesus, reconheceu falha da OMS em não estar preparada para uma pandemia como esta, mesmo após anos de alertas científicos sobre esta possibilidade. "Por muitos anos, muitos de nós alertaram sobre o grande perigo de uma catastrófica pandemia respiratória", disse. "Isso não era uma questão de 'se', mas de 'quando"".

Outra crítica, específica do governo dos Estados Unidos, foi a de que a OMS estaria "próxima demais" da China, e portanto teria sido parcial e pouco transparente nos estágios iniciais da doença. Ainda nesta semana, o país estadunidense anunciou sua retirada oficial da organização, prevista para ocorrer de fato no ano que vem.

A OMS utilizou o anúncio do comitê de investigação para incentivar países a fazerem o mesmo. "Todos nós temos o dever de olhar no espelho. A OMS, os Estados-membros, todos aqueles que foram envolvidos na resposta à crise. Estamos combatendo a batalha da nossa vida e precisamos fazer melhor. Não só agora, mas também no futuro. Esse tipo de ameaça não cessará e, com toda a probabilidade, se tornará mais agressiva", ressaltou Ghebreyesus.

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