Bolsonaro elogia cloroquina, mas reconhece que isolamento 'retardou contágio'

Por Estadão Conteúdo

Em isolamento em casa após contrair o novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro afirmou na manhã desta quarta-feira  (8), "estar muito bem". Em postagem em suas redes sociais, ele atribui a ausência de sintomas mais graves da doença ao uso da hidroxicloroquina, medicamento sem eficácia comprovada no tratamento da covid-19. Bolsonaro tem 65 anos e faz parte do grupo de risco.

"Aos que torcem contra a hidroxicloroquina, mas não apresentam alternativas, lamento informar que estou muito bem com seu uso e, com a graça de Deus, viverei ainda por muito tempo", escreveu o presidente da República, incluindo na postagem uma foto tomando café da manhã no Palácio da Alvorada.

Na sequência de mensagens, Bolsonaro admitiu que as medidas de isolamento social adotadas por prefeitos e governadores, constantemente criticadas por ele, "sempre visaram retardar o contágio" da doença no País.

"Todas as medidas de isolamento adotadas por governadores e prefeitos sempre visaram retardar o contágio enquanto os hospitais se preparavam para receber respiradores e leitos UTIs", disse Bolsonaro na rede social.

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Após dizer que testou positivo para o novo coronavírus, Bolsonaro cancelou compromissos presenciais e fará reuniões por videoconferência ao longo do dia. No Twitter, Bolsonaro voltou a dizer que o governo "atendeu a todos com recursos e meios necessários" durante a pandemia, citando como exemplo o auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais. Segundo ele, "nenhum país fez como o Brasil".

Na terça, o Brasil registrou 1.312 mortes pela covid-19 em 24 horas; o total de óbitos chegou a 66.868. "Preservamos vidas e empregos sem propagar o pânico, que também leva a depressão e mortes. Sempre disse que o combate ao vírus não poderia ter um efeito colateral pior que o próprio vírus."

 

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