Irã aciona Interpol para prender Trump

Por Letícia Bilard - Com supervisão de Fernando Mendonça

A justiça iraniana emitiu mandados de prisão para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e outras 35 pessoas que, segundo o documento, estão envolvidas no assassinato do general iraniano Qassim Suleimani, em janeiro deste ano. O país pediu ajuda internacional à Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal) na prisão.

Embora a entidade seja acionada em questões que ameaçam a segurança e a paz, bem como a instabilidade da sociedade internacional, escreveu em comunicado que não irá acatar o pedido do Irã e afirmou: “é estritamente proibido que a organização realize qualquer intervenção ou atividade de caráter político, militar, religioso ou racial”.

Segundo Priscila Caneparo, doutora em direito internacional e membro da Comissão de Direito Internacional da OAB/PR,  a morte de Suleimani é muito significativa para a instabilidade entre os países.

“Poderia ter sido deflagrada a Terceira Guerra Mundial. Suleimani era muito importante no Irã e braço do regime iraniano que controlava a influência do país no Iraque, que sabemos, é um barril de pólvora e com muito petróleo”, afirma ao mencionar (no quadro abaixo) uma série de pontos de tensão entre Irã e Estados Unidos que anteciparam o mandado de prisão.

“É mais um ponto da guerra ideológica que começou desde o governo Bush. Ainda que ideológica, com alguns artefatos práticos, a tensão continua com um resignificado e vemos que, à medida em que a pandemia afrouxa, ela retoma”, explica Priscila.

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