Avon demite gerente que manteve empregada em condições análogas à escravidão

Por Metro Jornal

Após uma de suas funcionárias ser indiciada pelo Ministério Público do Trabalho por seu tratamento a uma empregada doméstica, a Avon pronunciou-se em nota pública no fim da tarde desta sexta-feira (26).

A empresa afirma ver com "consternação" e "grande pesar" a "denúncia de violação de diretos humanos por parte de uma de suas colaboradoras". Mariah Corazza Ustundag, a funcionária em questão, trabalhava no marketing na companhia como "global senior brand manager", e é filha da cosmetóloga Sônia Corazza, empregadora original da idosa resgatada pelo MP.

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Na nota, a Avon afirma que a funcionária em questão não integra mais o quadro de colaboradores da companhia. Anteriormente, em comentário nas redes sociais, a empresa havia anunciado um afastamento temporário de Corazza "enquanto apurava os fatos".

A marca de cosméticos ainda ressalta que "não compactua com práticas ilícitas de qualquer natureza e reitera seu compromisso com a ética, a transparência e o respeito às pessoas.”

Em atualização posterior, em novo comunicado, a Avon afirma "está se mobilizando para prestar o acolhimento à vítima".

LinkedIn de Mariah Corazza exibe seu antigo cargo na Avon Brasil LinkedIn de Mariah Corazza exibe seu antigo cargo na Avon Brasil / Reprodução

Entenda o caso

Nesta semana, após denúncia ao Disque 100 para a Secretaria de Direitos Humanos do governo federal, uma idosa de 61 anos foi resgatada de um quartinho nos fundos de um imóvel abandonado, o qual pertence à seus patrões, Dora Ustundag e Mariah Corazza Ustundag.

A mulher estava morando em uma espécie de depósito, dormindo em um sofá velho, recebendo salários irregulares que não passavam dos R$ 200 reais, e ainda tinha restrito seu acesso a um banheiro.

A senhora havia sido contratada sem carteira assinada nos anos 90 pela empregadora original, Sônia Corazza, e trabalhou por décadas sem receber benefícios. Chegou, ainda, a morar 'de favor' em uma das casas da família Corazza, trabalhando sem receber salário, após sua própria residência desabar.

Os atuais patrões, o casal Ustundag, foram indiciados por redução a condição análoga à de escravo, abandono de incapaz e omissão de socorro. Mariah chegou a ser detida em flagrante, porém foi solta ao pagar fiança de R$ 2,1 mil.

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