Funcionários do Banco Mundial pedem suspensão da nomeação de Weintraub

Por Metro Jornal com Estadão Conteúdo

A indicação do ex-ministro da Educação brasileiro, Abraham Weintraub, para cargo de diretoria no Banco Mundial, caiu mal com outros funcionários da instituição.

Nesta quarta-feira (24), a Associação de Funcionários do Banco Mundial enviou uma carta ao comitê de ética da entidade pedindo a suspensão da nomeação de Weintraub até serem investigadas falas e atitudes do ex-ministro.

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O cargo que o ex-ministro pode assumir tem validade até 31 de outubro, e representa na instituição o consórcio formado por Brasil, Colômbia, Filipinas, Equador, República Dominicana, Trinidad e Tobago e Suriname.

As posturas destacadas são falas vistas como preconceituosas sobre a China, país que Weintraub culpou repetidas vezes pela pandemia, sobre minorias, e também seu pedido de prisão aos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Na carta, os funcionários afirmam que, "de acordo com múltiplas fontes, o senhor Weintraub publicou um tuíte de carga racial, ridicularizando o sotaque chinês e culpando a China pela covid-19, e acusando os chineses de 'dominação mundial'. A associação de funcionários também alega que ele diz abertamente ser contra a proteção dos direitos de minorias e a promoção de igualdade racial.

Os funcionários do Banco Mundial afirmam que a nomeação do ex-chefe da Educação brasileira parecem incompatíveis o compromisso com o antirracismo na instituição. A carta, entretanto, reconhece que a escolha para o cargo de diretor executivo compete apenas ao Brasil, já que o país detém mais de 50% do poder de voto no consórcio dos nove países.

"Solicitamos formalmente ao Comitê de Ética que reveja os fatos subjacentes às múltiplas alegações, com intenção de (a) colocar sua indicação em espera até que essas alegações possam ser revisadas e (b) garantir que o Sr. Weintraub seja avisado de que o tipo de comportamento pelo qual ele é acusado é totalmente inaceitável nesta instituição", pede a associação.

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