Weintraub aceitou cargo no Banco Mundial para não ser preso no Brasil, dizem apoiadores

Por Metro Jornal com Estadão Conteúdo

Personalidades do círculo bolsonarista indicam uma motivação a mais para a saída de Abraham Weintraub do Ministério da Educação e subsequente nomeação para diretor do Banco Mundial. Para alguns, o ex-ministro pretende sair do país antes de ter sua prisão decretada pelo Supremo Tribunal Federal.

Ele continua sendo alvo do inquérito das fake news, que já determinou a prisão de alguns de seus envolvidos e no qual o Supremo negou habeas corpus para Weintraub.

Em entrevista à CNN Brasil nesta sexta-feira (19), o ex-ministro reiterou seu desejo de sair do país "o quanto antes", para "evitar que me prendam, cadeião, e me matem".

Sem o cargo público, Weintraub perde seu foro privilegiado frente ao STF, o que pode fazer escalar o inquérito contra ele à primeira instância. Além da investigação por fake news, ele também é suspeito de ter praticado crime de racismo.

Nesta sexta-feira, o senador da Rede Fabiano Contarato protocolou pedido de apreensão do passaporte do ex-ministro, diretamente ao Supremo, para evitar sua saída do país.

O blogueiro bolsonarista Bernardo Küster, também investigado pelo STF no inquérito das fake news, afirmou que a prisão de Weintraub já está sendo articulada e "a vida dele vai se complicar".

"O entendimento de muitos é de que a prisão dele vai acontecer, ou ia acontecer, não sei, mais dia, menos dia, e ele, para preservar sua vida e de sua família, ele vai embora do Brasil para fugir dessa perseguição ditatorial que já se instalou no Brasil", afirmou.

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