Policial militar é preso sob suspeita de matar adolescente na zona sul de SP

Por Estadão Conteúdo

Um policial militar foi preso na noite desta quarta-feira (17), sob suspeita de assassinar o adolescente Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, que foi sequestrado na madrugada do domingo passado na zona sul de São Paulo e encontrado morto no dia seguinte em Diadema, cidade da região metropolitana. A Corregedoria da corporação participa da investigação do caso.

De acordo com informações da Secretaria da Segurança Pública, o pedido de prisão partiu do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), da Polícia Civil, e foi deferido pela Justiça. "As investigações prosseguem pelo DHPP para esclarecimento de todas as circunstâncias relativas ao caso", informou a pasta em nota.

As suspeitas contra o policial surgiram quando os investigadores obtiveram imagens de uma câmera de segurança da rua onde o garoto desapareceu no fim de semana. A gravação mostra dois homens armados no mesmo local onde Guilherme desapareceu, nas imediações da casa da avó.

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Parentes de Guilherme estiveram nesta terça-feira (16), na sede da Corregedoria da PM para prestar depoimento. Depois, eles foram à sede do DHPP, onde tramita outro inquérito que também apura o assassinato. Agentes da Corregedoria voltaram à casa da família na manhã desta quarta-feira, 17, em busca de mais informações.

No DHPP, os investigadores coletaram dados sobre a história da vítima e escutaram o que parentes tinham a dizer sobre os fatos. A Polícia Civil tenta montar uma linha do tempo para entender todos os fatos, do sequestro da vítima à localização do corpo.

A morte do adolescente desencadeou uma série de protestos por parte dos moradores da Vila Clara, bairro onde Guilherme vivia. Na segunda-feira, a manifestação terminou com tumulto e ônibus incendiados. À noite, dezenas de policiais voltaram ao bairro e foram gravados agredindo moradores. Os protestos se repetiram na terça e nesta quarta-feira, quando amigos e moradores do bairro voltaram a pedir por justiça no caso.

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