Coronavírus faz Itália proibir respiração boca a boca em primeiros socorros

Por Metro Jornal com Ansa

A respiração boca a boca, parte do protocolo de primeiros socorros aplicados por todo o mundo, tornou-se um perigo em potencial durante a pandemia de coronavírus. Nesta semana, o Ministério da Saúde italiano proibiu a prática, visando diminuir o risco de contágio para socorristas e vítimas.

Uma medida do governo italiano listou diretrizes que modificam, temporariamente, os protocolos de reanimação e atendimento em casos de obstrução das vias respiratórias, parada cardíaca ou afogamento.

Em substituição à prática, o ministério incentiva que compressão torácica seja feita "sem a ventilação", ou seja, evitando respiração "boca a boca ou boca a nariz". A única exceção é no socorro a crianças e bebês.

O protocolo sugere que massagem cardíaca seja feita considerando a pessoa socorrida como "potencialmente infectada". Neste caso, os socorristas devem usar "dispositivos de proteção individual para evitar exposição ao aerossol gerado pelos procedimentos".

O documento ainda indica cobrir ou apoiar o rosto da pessoa que recebe o socorro em uma máscara ou tela, para frear as excreções que possam ser expelidas. Em afogamentos, o resgate deve ser feito com máscara e bocal.

Se o socorrista não for um operador sanitário, o Ministério da Saúde recomenda "verificar o estado de consciência e a presença de respiração sem se aproximar do rosto da vítima".

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