São Paulo não corre mais risco de colapso no sistema de saúde, diz secretário

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, Edson Aparecido, chefe da Saúde na capital, afirma que a cidade pode suportar novos casos de covid-19

Por Band.com.br com Rádio Bandeirantes

A cidade de São Paulo não corre mais risco de colapso no sistema de saúde, de acordo com o secretário municipal Edson Aparecido em entrevista exclusiva à Rádio Bandeirantes. As informações são do repórter Lucas Herrero, da Rádio Bandeirantes.

Segundo dados da Secretaria de Saúde, a capital passou de cerca de 350 pedidos diários de internação no fim de abril, pior momento da epidemia, para 39 solicitações nesta segunda-feira, 8. Uma redução de 89% em praticamente um mês e meio.

O chefe da pasta no município aponta que esse dado é mais importante que a taxa de ocupação dos leitos por sinalizar a movimentação que ocorrerá nos dias seguintes em UTIs e enfermarias. Tais números vêm passando por um processo de estabilização, o que é uma boa notícia.

"As pessoas estão chegando menos agravadas, diferente daquilo que aconteceu em abril, quando já chegavam ao hospital precisando entubar. A gente não corre mais risco de colapso no sistema de saúde da cidade. Isso está completamente afastado. Todo mundo que precisar de leito, vai ter leito para ser tratado como teve até agora. Tanto pela ampliação, quanto agora pela redução da demanda", afirmou Edson Aparecido.

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Números da covid-19 em São Paulo

Nas últimas 24 horas, apenas 25 mortes registradas na capital paulista. Porém, como há uma recorrente queda nos dados do fim de semana, a Rádio Bandeirantes comparou divulgações semanais da covid-19 em São Paulo.

Semana retrasada, foram 861 mortes e 15.732 casos confirmados. Na última semana, tivemos 601 óbitos, além de 16.071 casos. Queda de 30% nas mortes. Aumento de apenas 2% nos casos.

Os números estão melhorando, porém, o secretário Edson Aparecido ainda adota certa cautela para ter uma base comparativa maior e principalmente para aguardar as consequências da flexibilização na cidade.

"Se a gente confirmar esses números por mais uma semana, talvez o mais difícil da pandemia tenha passado. Mas enfim, tem que esperar para ver se é uma tendência definitiva. Vamos ver agora com os movimentos de flexibilização. Tem que ficar de olho para não ter revés", disse o secretário.

Taxa de ocupação de leitos de UTI

Os leitos municipais de UTI da capital estão 64% ocupados. Marca que pode ser reduzida nos próximos dias já que uma parcela – ainda não definida – dos 650 respiradores da Turquia, adquiridos pelo estado, vêm para a capital.

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