Passageiros de ônibus em São Paulo relatam problemas no 1º dia útil com lotação reduzida

Por Lucas Jozino - Rádio Bandeirantes

No primeiro dia útil da medida que proíbe ônibus em São Paulo circularem acima da ocupação máxima correspondente ao número de assentos, passageiros relatam lotação em algumas linhas. Na manhã desta segunda-feira, 8, muitos veículos foram vistos bastante cheios, principalmente os que ligam bairros da periferia ao centro da capital.

A partir de agora quando o veículo atingir a capacidade de pessoas sentadas, só para nos pontos para desembarque. Desta forma, assim que houver vagas nos bancos, os passageiros podem entrar. Outros ônibus da mesma linha sairão vazios do terminal e vão passar nos pontos para pegar os passageiros que não conseguiram embarcar.

A recomendação da Prefeitura é para que as pessoas viagem sentadas, com o objetivo de evitar lotação, em combate ao coronavírus – a medida começou a valer no sábado. Para que os passageiros não esperem tanto, a circulação de ônibus foi reforçada com mais 784 veículos nas ruas a partir desta segunda-feira, 8, com o aumento, 71% da frota operacional está em funcionamento.

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O secretário de Mobilidade e Transportes afirma que a Prefeitura não tem como bancar 100% da circulação atualmente. Segundo Edson Caram, a administração municipal precisa dividir o caixa com outras prioridades. "Nós pagamos às empresas por ônibus circulando, mas o custo para a Prefeitura caso a circulação fosse de 100% seria muito grande. Por isso, estamos adequando a necessidade ao preço", disse Caram.

Com o reforço da frota, são 9.178 ônibus nas ruas. No centro, os ônibus estão respeitando o limite de passageiros, já nos bairros mais afastados, principalmente, alguns ônibus foram vistos com muitas pessoas viajando em pé. Ouvinte da Rádio Bandeirantes, o empresário Caique Bucci, que mora no bairro de Jardim Aricanduva, na zona leste da capital paulista relatou como tem sido a rotina no transporte público.

"Cheguei atrasado no trabalho hoje por causa da demora dos ônibus. Fiquei no ponto esperando, não passava. Quando passou, o motorista disse que ninguém podia subir porque já estava cheio. Faltou ônibus", contou Caique.

Assista ao vídeo:

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