Entenda o que permitiu a flexibilização da quarentena na cidade de São Paulo

Por Metro Jornal com Rádio Bandeirantes

Desde o dia 1º de junho, a cidade de São Paulo passou a integrar a segunda fase de flexibilização da quarentena. Isso significa que seria possível a reabertura de comércios, shoppings, escritórios, concessionárias e imobiliárias, por exemplo, todos com restrições e medidas de higiene e segurança.

O prefeito Bruno Covas (PSDB), porém, preferiu manter as regras originais da quarentena na capital paulista, proibindo a abertura ao público de todo o comércio não essencial durante a primeira quinzena deste mês. Enquanto isso, o município avalia dezenas de protocolos enviados por diferentes setores do comércio e de serviços da cidade.

O anúncio de que a capital faria parte da segunda fase do plano de flexibilização, feito pelo governo estadual, levantou questionamentos, já que a cidade é o epicentro da doença, concentrando o maior número de casos e mortes para um único município.

De qualquer forma, a Prefeitura de São Paulo garante que a cidade cumpre todos os critérios para a possível flexibilização. O que tem mais peso na decisão do estado é a média da taxa de ocupação de leitos de UTI nos últimos 7 dias, que deve ser inferior a 80%. Na capital, essa taxa é de 79,9%.

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Outro critério é a diferença no número de novas internações de uma semana pra outra – o índice está em 0,55 e tem que variar entre 1 e 1,5. O terceiro é a disponibilidade entre 3 e 5 leitos de UTI a cada 100 mil habitantes – hoje são quase 10.

Em seguida, vem a diferença no total de casos confirmados de coronavírus na última semana, que deve estar numa escala entre 1 e 2, e está em 1,47. O último critério usado para calcular a fase – a diferença de óbitos – também é atendido pela cidade de São Paulo, segundo assegurou à Rádio Bandeirantes o secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido.

Ou seja, a segunda fase de flexibilização só pode acontecer com o cumprimento dessas cinco condições. Já a aprovação de protocolos para garantir a segurança de funcionários, fornecedores e clientes foi uma barreira imposta pela prefeitura.

São procedimentos de saúde e higiene, além de fiscalização e proteção de consumidores e funcionários. De acordo com a prefeitura, até o momento 54 documentos já foram recebidos. Desses, apenas 22 são de setores autorizados a abrir nesta segunda fase.

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