Oposições de direita e esquerda repercutem vídeo de reunião ministerial

Por Metro Jornal

O ministro decano do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello derrubou, às 17h desta sexta-feira (22), o sigilo imposto sobre a gravação de uma reunião ministerial ocorrida em abril deste ano. Nele, Jair Bolsonaro se posiciona duramente sobre líderes municipais e estaduais pelo Brasil, afirma querer trocar lideranças da Polícia Federal antes que sua família fosse prejudicada, e explicita sua visão sobre temas como armamento e discordâncias no governo.

Assim que o vídeo foi liberado no site do Supremo, membros dos três poderes e ex-candidatos repercutiram as frases mais emblemáticas. Da oposição, políticos de direita e esquerda criticaram posicionamentos dos ministros e do próprio presidente da República.

O governador João Doria, de São Paulo, foi chamado por Bolsonaro de "bosta" e acusado de estar "aproveitando o vírus [Sars-CoV-2]" para ganho político. Doria chamou o vídeo de "exemplo lamentável":

Do PSOL, Guilherme Boulos, ex-candidato à presidência, chamou de "crime" frase em que Bolsonaro dá seu motivo para a troca na Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro.

Randolfe Rodrigues, líder da oposição no Senado e membro do partido Rede Sustentabilidade, critica Abraham Weintraub, ministro da Educação gravado criticando termos como "povos indígenas", "povos ciganos", o Partido Comunista Chinês, e afirmando querer "destruir Brasília".

Weintraub também foi criticado pelo coletivo político Movimento Brasil Livre (MBL), que inicialmente apoiou a eleição de Jair Bolsonaro, porém abandonou o ex-capitão ao longo do primeiro ano de governo.

Outra apoiadora de primeira hora do presidente da República, Joice Hasselmann, hoje integra o grupo de parlamentares do Partido Social Liberal (PSL) que deixaram a base de Bolsonaro. A deputada reproduziu trechos da reunião em que Jair critica governadores e prefeitos:

Confira outros comentários de membros do Congresso e poder Executivo:

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