O trabalhador quer saber: ‘E depois da pandemia, como vai ser?’

Por Metro Jornal

A pandemia da covid-19 aumentou a insegurança quanto à esfera profissional. Quase metade dos brasileiros hoje empregados  (47,6%) sente medo do cenário pós-pandemia em relação ao mercado de trabalho. Seis meses atrás, em novembro de 2019, quando o vírus Sars-Cov-2 era ainda um mero desconhecido do planeta, a proporção daqueles que manifestavam apreensão quanto ao futuro profissional era de 19,4%. Os levantamentos foram feitos pela consultoria de recrutamento Talenses Group, em parceria com a Fundação Dom Cabral.

A pesquisa quis saber se os profissionais têm buscado incorporar novos modelos de trabalho. Em novembro do ano passado, a parcela que respondeu que sim chegou a 81,7%, mas agora caiu um pouco, para 80,7%. Outro aspecto revelado diz respeito à compreensão que os profissionais têm quanto ao ramo em que estão empregados. A maioria (73%) acredita que seu setor será “altamente impactado” por reestruturações em curto ou médio prazo.

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Proatividade x flexibilidade

O entendimento de que as transformações no âmbito profissional chegarão rapidamente predomina. A proatividade perderá relevância após a pandemia. A porcentagem dos entrevistados que a veem como fundamental é atualmente de 37,1%, quando, no ano passado, era quase o dobro: 72,1%.

A lista do que será mais importante é encabeçada pela flexibilidade (50,9%), sendo seguida pela resiliência (41,6%) e a proatividade (37,1%). Saber conviver com os colegas (relacionamento interpessoal) era a qualidade que se encontrava no segundo lugar mas, com a inversão, caiu para o sétimo. Há a crença de que a análise crítica (18%), a organização (17,8%) e a vivência em outras culturas/intercâmbio (1,86%) serão as características menos cobradas por empregadores.

Adaptabilidade

“No curto prazo, o que o mercado de trabalho estará buscando muito claramente são profissionais com alta capacidade de se adaptar a situações diferentes. Adaptabilidade é uma palavra forte para o futuro. E que consigam ser produtivos sem ter um chefe sentado ao lado para dizer o que devem fazer”, afirmou o diretor-executivo do Talenses Group, Luiz Valente.

Para ele, governos e entidades do mercado de trabalho têm que correr contra o tempo, estruturar um programa profundo e de larga escala de capacitação daqueles profissionais que, em função da digitalização, vão ficando menos capacitados e mais à margem do mercado.

GUINADA À VISTA

O que pensam os atuais trabalhadores empregados sobre o mercado depois da covid-19

1.294

brasileiros foram ouvidos em abril

87,4%

julgam que a pandemia estimulou empregadores a utilizar tecnologia para realizar novas contratações

69,4%

concordam que as práticas nas empresas voltarão a ser como antes, mas com inclusão de mais processos digitais

75,1%

acreditam que surgirão novas profissões ao término da pandemia

47,6%

temem o cenário  pós-pandemia no mercadode trabalho

74,5%

confiam que as empresas sairão da pandemia mais inclusivas

41,6% 

afirmam que a resiliência será fundamental no próximo cenário de trabalho

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