Celso de Mello torna público vídeo de reunião interministerial

Por Metro Jornal

O ministro Celso de Mello decidiu  nesta sexta-feira (22) pela quebra do sigilo  vídeo de reunião ministerial realizada em 22 de abril.

A reunião foi apontada pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro, que pediu demissão logo em seguida, como prova de que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) queria interferir na Polícia Federal para proteger sua família de investigações.

Trecho considerado crucial para o inquérito é o seguinte:

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"É a putaria o tempo todo pra me atingir, mexendo com a minha família. Já tentei trocar gente da segurança nossa no Rio de Janeiro, oficialmente, e não consegui! E isso acabou. Eu não vou esperar foder a minha família toda, de sacanagem, ou amigos meu, porque eu não posso trocar alguém da segurança na ponta da linha que pertence a estrutura nossa. Vai trocar! Se não puder trocar, troca o chefe dele! Não pode trocar o chefe dele? Troca o ministro! E ponto final! Não estamos aqui pra brincadeira."

 

Em concordância com o ministro da Educação Abraham Weintraub, ele afirmou que há uma conspiração contra ele:

“A gente vê por aí. “Ah, o governo tá, o ministério tá indo bem, apesar do presidente.”. Vai pra puta que o pariu, porra! Eu que escalei o time, porra! Trocamos cinco. Espero trocar mais ninguém! Espero! Mas nós temos que, na linha do Weintraub, de forma mais educada um pouquinho, né? É … de se preocupar com isso. Que os caras querem é a nossa hemorroida! É a nossa liberdade! Isso é uma verdade”, diz Bolsonaro.

Bolsonaro disse ainda que "o bosta do Governador de São Paulo e o estrume do Rio de Janeiro, entre outros, querem aproveitar o vírus. Tem o bosta do prefeito de Manaus que está abrindo covas coletivas. Um bosta. Quem não conhece a história dele, procure conhecer."

Clique aqui para assistir vídeos e comentários da Band News.

O decano do STF começou a assistir o conteúdo na segunda-feira (18).

Na decisão divulgada nesta sexta, o ministro cita Moro:

"O Senhor Sérgio Fernando Moro, por seu turno, insiste na divulgação total dessa gravação, por entender que a compreensão dos eventos supostamente delituosos sob apuração nestes autos exigiria, em respeito ao pleno exercício da ampla defesa, a liberação integral dos dados informativos constantes dos 10 (dez) arquivos existentes na pasta “Reunião Ministerial” do HD externo anteriormente mencionado"

Clique aqui para ler a decisão do ministro na íntegra.

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