2020 será um ano perdido para a educação? Especialistas debatem atividades escolares

Aulas à distância e mensalidades foram alguns dos assuntos abordados pelos profissionais

Por Band.com.br com Aqui na Band

Com o cancelamento das aulas presencias suspensas, muitos questionam se 2020 será um ano perdido para a educação. Por isso, o Aqui na Band desta quinta-feira, 14, convidou a Luciana Cruz, psicopedagoga, Henrique Pimentel, subsecretário de Articulação Regional da SEDUC, Luiz Roberto Curi, presidente do Conselho Nacional de Educação, e Fernando Capez, secretário estadual de defesa do consumidor, para discutir as medidas adotas e se realmente estão funcionando para não prejudicar os alunos.

Aulas online foram uma das formas encontradas para que os alunos não percam o conteúdo que já seria aplicado. Henrique Pimentel, subsecretário de Articulação Regional da SEDUC, afirmou que a instituição desde o início da pandemia já buscava estratégias. “2020 não precisa ser um ano perdido”, disse o subsecretário.

Medidas e reposição de aula

“A secretaria desde o início dessa pandemia tem criado uma série de estratégias para chegar nesses alunos”, disse Henrique Pimentel. “A gente um aplicativo de aula online que está chegando aos alunos sem cobrança de dados (…) Isso para todas as séries”, afirmou o subsecretário.

O presidente do Conselho Nacional de Educação, Luiz Roberto Curi concordou com o subsecretário e afirmou que a as reposições de aula são uma realidade.

“Não será um ano perdido para a educação, 2020 vai ser um ano difícil”, disse Luiz Roberto. “A reposição é uma realidade, vai ter que haver. O ano letivo não precisa ser encerrado em 2020, o ano letivo não precisa coincidir com o ano civil. Ele pode se estender até janeiro e fevereiro”, afirmou o presidente.

Mensalidades e material escolar

Pais que têm filhos estudantes de escolas particulares se questionam sobre os materiais escolares e as mensalidades. Fernando Capez, secretário estadual de defesa do consumidor, falou sobre o estacionamento no consumo e como os responsáveis devem proceder.

“Aquilo que não está sendo usado, não pode ser cobrado. Agora, em regra, em tese, o material escolar é usado complementarmente ao ensino que é dado à distância, pelo recurso tecnológico. A devolução [de material] e reembolso deve ser muito bem estudado”, afirmou Capez.

Sobre as mensalidades, o secretário afirmou que os custos adicionais, por exemplo, ballet e judô não devem ser cobrados porque a criança não está utilizando esse serviço.

VÍDEO: "A reposição de aula é uma realidade", diz presidente do Conselho Nacional de Educação.

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