MEC promete aplicação do Revalida em outubro

Por Metro Jornal com Agência Brasil

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, afirmou nesta quinta-feira (14) que haverá aplicação do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira (Revalida) em outubro. O edital deve ser publicado em julho.

O exame verifica a aquisição de conhecimentos, habilidades e competências requeridas para o exercício profissional adequado aos princípios e necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS), em nível equivalente ao exigido dos médicos formados no país. Em resumo, com o Revalida, médicos formados no exterior são avaliados e capacitados para atuar profissionalmente no Brasil.

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A prova não tem aplicação desde 2017. Foram sete edições até esse ano, com um total de 24.327 inscrições. A maioria dos participantes nas sete edições era de nacionalidade brasileira — no último exame, aproximadamente 60%.

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, já selecionou os profissionais que formarão a comissão avaliadora do Revalida. As questões sairão do banco nacional de itens do Revalida. Composta por dez integrantes, a comissão ficará responsável por selecioná-los.

Formato

O Revalida terá duas etapas: teórica e prática. A primeira é dividida em duas provas: uma com 100 questões objetivas, no turno da manhã; e a outra, com cinco questões discursivas, à tarde.

A segunda etapa, prevista para dezembro, é realizada em uma estação clínica, com edital próprio, e só poderá fazê-la quem for aprovado na primeira etapa. “O candidato fará 10 anamneses — ‘entrevistas’ para diagnóstico inicial da doença — em ‘pacientes’ com diversos sintomas simulados”, diz nota publicada pelo Ministério da Educação, em seu portal.

Quem reprovar na segunda fase pode refazê-la por mais duas vezes em edições consecutivas — anteriormente, era necessário realizar todo o processo desde o início.

De acordo com o MEC, a nota de corte do Revalida é calculada pelo método Angoff modificado. Uma comissão independente e formada por professores não responsáveis pela seleção dos itens analisará uma a uma as questões para estimar a chance de acerto dos participantes.

A média de acertos para cada item é computada e utilizada no cálculo de uma média geral de acertos, que se converte nos pontos de corte. Estes variam a cada edição, a depender do nível de dificuldade da prova. O método permite informar, com antecedência, as notas de corte. Todos os detalhes estarão disponíveis no edital.

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