Supermercados e farmácias freiam perdas do comércio varejista

Por Metro Jornal

O impacto da pandemia de covid-19 pode ser verificado em março com a queda de 2,5% nas vendas do comércio varejista, em relação a fevereiro, de acordo com a PMC (Pesquisa Mensal de Comércio), divulgada ontem pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

É o pior resultado para março desde 2003, quando o setor registrou -2,7%. A queda, puxada por seis das oito atividades pesquisadas (ao lado), só não foi mais intensa por causa de áreas consideradas essenciais durante o período de isolamento social.

É o caso da atividade de hipermercados e supermercados, que reúne produtos alimentícios, bebidas e fumo, com crescimento de 14,6%, e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com alta de 1,3%. Foram os dois únicos setores com avanços nas vendas frente a fevereiro.

Os híper e supermercados concentraram o dispêndio das famílias no período, ocasionando forte variação positiva, fazendo com que o acumulado do ano para essa atividade, que vinha com baixo dinamismo até fevereiro, passasse a um aumento de 4,1% até março.

“Março foi bastante impactado pela estratégia de isolamento social adotada em algumas das cidades mais importantes e populosas a partir da segunda quinzena do mês”, disse o gerente da PMC, Cristiano Santos.

“Essas cidades consideraram híper e supermercados e produtos farmacêuticos como atividades essenciais, enquanto as demais tiveram as portas fechadas nos comércios de rua e nos centros comerciais”, afirmou o gerente.

Comércio varejista - maio 2020

Vendas despencaram em seis das oito atividades pesquisadas, mostra IBGE

Dentre as oito atividades pesquisadas pelo IBGE, seis registraram taxas negativas na comparação com fevereiro, sobretudo aquelas que tiveram suas lojas físicas fechadas a partir da segunda quinzena de março.

São elas tecidos, vestuário e calçados (-42,2%); livros, jornais, revistas e papelaria (-36,1%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-27,4%); móveis e eletrodomésticos (-25,9%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-14,2%); e  combustíveis e lubrificantes (-12,5%) influenciaram o resultado geral do varejo.

“Na passagem de fevereiro para março houve variação (positiva ou negativa) de dois dígitos em todas as atividades, com exceção de produtos farmacêuticos”, disse Santos.

De acordo com ele, hipermercados vendem não apenas produtos alimentícios, mas também vestuário, móveis e eletrodomésticos, fazendo com que essa atividade em especial tenha sofrido “um rebate para cima”.

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