Depois da Ásia e da Europa, coronavírus castiga América Latina

Por Metro Jornal

A América Latina, essa semana, superou o marco de 400 mil casos positivos para a covid-19. Dos 20 países que compõem a região, os mais afetados até o momento são Brasil (181.518), Peru (72.059), México (38.324), Chile (34.381) e Equador (30.419). A rápida onda de contaminação tem preocupado autoridades sanitárias  internacionais. Nos últimos dez dias, os casos se multiplicaram. Com o objetivo de poupar vidas e achatar a curva de contágio nos países latinos, a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde) lançou um financiamento emergencial de
US$ 95 milhões até setembro.

Se comparado ao continente europeu, as mortes da capital peruana, Lima, dobraram em um mês, assim como a capital francesa, Paris. A taxa de mortalidade em Manaus triplicou, assim como Londres.

Os países latino-americanos adotaram medidas diferentes para combater a doença e apresentam cenários diversos em meio à pandemia que atinge a região.

O Brasil, país mais afetado pela doença, é considerado uma ameaça pelos vizinhos. Assim como Uruguai, Argentina e Paraguai,  ontem foi a vez da Colômbia fechar fronteiras com o território brasileiro. O mandatário colombiano, Iván Duque, militarizou a fronteira  com o estado do Amazonas para conter a disseminação do vírus.

No Chile foram registrados 2.660 novos casos de covid-19 durante a madrugada de quarta-feira. Depois dos índices, o ministro da Saúde do país foi a público decretar “lockdown” em Santiago e cidades próximas a partir de amanhã.

Enquanto isso, na Argentina e Uruguai, países que decretaram quarentena logo após os primeiros casos confirmados, parte das atividades econômicas foi retomada. Em Buenos Aires, é possível entrar individualmente em lojas e caminhar por calçadas ampliadas. Na capital uruguaia, Montevidéu, moradores voltaram a ocupar as margens do rio da Prata bebendo mate.

Já o governo peruano reportou em um dia quase 4 mil casos. O país, que acredita ter atingido o pico da pandemia, realizou mais de 500 mil testes. Na Venezuela, o presidente Nicolás Maduro estendeu por um mês o “estado de emergência”, até 12 de junho.

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