Crise anima negócio de máscaras pelo país

Por Metro Jornal

Diz um ditado popular que em tempos difíceis, enquanto uns choram, outros ganham dinheiro vendendo lenços. É de certa forma o que vem ocorrendo neste momento. O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) estima que 400 mil empresas brasileiras aumentaram seu faturamento desde o início da crise do novo coronavírus. O “setor” de máscaras protetoras de tecido encabeça a lista. E tende a crescer.

Só no estado de São Paulo, onde vivem cerca de 44 milhões de pessoas, o uso de máscaras será obrigatório a partir desta quinta-feira. Na capital, a empresária Poliana Evangelista, dona de um ateliê de peças para decoração de quarto de bebê, começou a produzir máscaras após a orientação do Ministério da Saúde sobre os benefícios do uso delas contra a covid-19.

“Como a demanda pelo meu produto principal caiu bastante, o ateliê está vivendo praticamente da venda de máscaras. Poliana produz cerca de 150 unidades por dia e envia a todo o Brasil.

Em Fortaleza onde ainda não há nenhuma orientação sobre a obrigatoriedade do uso do material de proteção, a artesã Eurides Silva conta que reconfigurou o seu negócio após perceber a alta demanda. “Eu publiquei uma foto nas redes sociais de algumas máscaras que fiz para a minha família e as pessoas começaram a pedir bastante”, afirma a empresária, que chega a produzir cem máscaras por dia.

Quando Camila Sampaio, dona de uma loja de roupas em Brasília, anunciou nas redes sociais que passaria a produzir máscaras, não imaginou o sucesso que teria com os equipamentos de proteção feitos com retalhos de coleções passadas e estima a venda de 200 unidades por semana. “Eu vou disponibilizando aos poucos no site e em cerca de 15 minutos elas já esgotam.”

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