Moro cita ministros como testemunhas em depoimento

Por Estadão Conteúdo

No depoimento que prestou sábado (2) na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, o ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública Sergio Moro citou nomes de ministros do governo para reforçar acusações contra o presidente Jair Bolsonaro.

Os ministros estavam presentes em reuniões do ex-juiz com o presidente e foram mencionados apenas como eventuais testemunhas de falas ditas por Bolsonaro nos encontros.

Durante a oitiva, peritos da Polícia Federal extraíram do celular de Moro mensagens trocadas com o presidente, incluindo as que foram deletadas para aumentar o espaço de armazenamento do aparelho. O depoimento de Moro durou mais de oito horas.

Veja também:
Bolsonaro diz não ter visto agressão a jornalista: ‘se houve, é alguém infiltrado’
Bolsonaro é reprovado por 49% dos brasileiros após saída de Moro, aponta pesquisa

Uma varredura completa foi realizada no celular de Moro e localizou áudios de conversas do ex-ministro com Bolsonaro. Os peritos também copiaram mensagens trocadas por Moro com a deputada Carla Zambelli (PSL-SP), algumas delas que também haviam sido deletadas para liberar espaço de armazenamento, mas que permanecem na memória do aparelho.

O próximo passo é a elaboração de um laudo no Instituto Nacional de Criminalística sobre as conversas e os áudios.

Moro desmentiu acusações de apoiadores e militantes bolsonaristas de que gravou o presidente por mais de um ano. Perante a Polícia Federal, disse que isso é "absolutamente mentira" e que jamais gravou diálogos com Bolsonaro.

Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo