'Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não', diz Bolsonaro

Por Estadão Conteúdo

O presidente Jair Bolsonaro disse na manhã deste sábado (2) que não será alvo de nenhum "golpe" em seu governo. A declaração foi dada a um grupo de apoiadores que se aglomeravam em frente ao Palácio do Alvorada.

"Ninguém vai fazer nada ao arrepio da Constituição", disse Bolsonaro. "Ninguém vai querer dar o golpe para cima de mim, não", declarou. Após o comentário, Bolsonaro entrou no carro e partiu, sem dizer exatamente ao que se referia.

Bolsonaro enfrenta um momento de forte desgaste com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e com o STF (Supremo Tribunal Federal). No dia 20 de abril, ele participou de um ato público que pedia intervenção militar no País e o fechamento das duas instituições.

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Neste sábado, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, vai prestar depoimento à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República em Curitiba (PR), sobre as acusações de intervenção de Bolsonaro na PF. Moro deixou o ministério com acusações diretas ao presidente e exibiu, no Jornal Nacional, da TV Globo, mensagem de Bolsonaro cobrando mudança no comando da PF (Polícia Federal), por causa de investigações envolvendo deputados bolsonaristas.

As informações levaram o ministro do STF Alexandre de Moraes a determinar a suspensão de Ramagem no dia de sua nomeação, o que pegou o governo de surpresa e deixou Bolsonaro indignado. Se no dia o presidente disse que entendia e respeitava a decisão do Judiciário, no outro declarou que não tinha "engolido" ainda o assunto.

Investigação sobre facada

Bolsonaro usou as redes sociais, também neste sábado, para insinuar que Sergio Moro o teria traído, sem levar adiante as investigações sobre a facada dada no presidente por Adélio Bispo. O presidente divulgou um vídeo em que uma pessoa diz ter identificado vozes de outras pessoas que falariam com Adélio no momento do crime.

"Os mandantes estão em Brasília?", questiona Bolsonaro. "O Judas, que hoje deporá, interferiu para que não se investigasse?", pergunta o presidente.

O caso de Adélio Bispo já teve uma investigação feita pela PF e concluída em 2018, que apontou que não houve apoio externo à sua tentativa de matar Bolsonaro. Uma segunda investigação foi aberta e tem apontado para o mesmo caminho. Bolsonaro insiste que foi vítima de uma ação planejada e que haveria terceiras pessoas ligadas ao atentado.

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