Pandemia prejudicou 98% das empresas de eventos, diz Sebrae

Por Metro Jornal

Pesquisa do Sebrae, em parceria com a Abeoc (Associação Brasileira de Empresas de Eventos) e a Ubrafe (União Brasileira dos Promotores de Feiras), mostra que a pandemia impactou 98% das empresas do segmento.

A fim de driblar os efeitos da crise, 35% dos empresários ouvidos negociaram crédito para realizar os eventos cancelados futuramente. A maior parte das empresas colocou seus funcionários para trabalhar online, enquanto outras deram férias.

Segundo o levantamento, cada empresa cancelou em média 12 eventos. Mesmo diante desse cenário, 51% das empresas optaram pelo trabalho online e 33% deram férias aos trabalhadores, enquanto 43% dispensaram funcionários.

“O setor de eventos atua sempre em cadeia, são muitos fornecedores envolvidos. Assim, cada evento cancelado impacta pelo menos outras 10 empresas”, diz o presidente do Sebrae, Carlos Melles. “Ainda assim, os empresários se mantêm otimistas, pois quase 60% afirmaram que acreditam na retomada das atividades de imediato ou nos próximos seis meses”, completa Melles.

Entre as soluções encontradas para sobreviver ao momento está a renegociação de contratos e fornecedores (53%), corte de custos com insumos e matérias-primas (50%), e redução de custos com as concessionárias de energia e água (20%).

Conforme o estudo, 54% das empresas tomaram alguma medida em relação aos terceirizados. As principais foram a redução de horas e valores pagos e o cancelamento ou suspensão de contratos. “A pesquisa demonstra a visão do empresário que já está atuando para retomada e com foco no fortalecimento do turismo de negócios”, afirmou a presidente da Abeoc, Fátima Facuri.

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