Cobrança de água de famílias carentes de SP é suspensa por 90 dias

Governo pediu que igrejas e templos evitassem aglomerações e deu férias aos professores da rede estadual

Por Metro Jornal

O governo estadual realizou nesta quinta-feira (19) mais uma coletiva para anunciar medidas que visam combater o contágio do novo coronavírus e reduzir o impacto socioeconômico da pandemia em São Paulo. Entre as medidas está a suspensão da cobrança de água para 506 mil famílias carentes do Estado a partir do dia 1º de abril.

“São as famílias de menor renda, as mais prejudicadas pela crise econômica. Esta tarifa não será cobrada em abril, maio e junho, exatamente das famílias mais vulneráveis no estado de São Paulo”, disse o governador João Doria (PSDB). O benefício será concedido aos imóveis inscritos no programa de tarifa social da Sabesp.

O programa atende habitações subnormais, como casas em favelas, de até 60 m² com renda familiar de até três salários mínimos e consumo de energia de até 170 kWh mensais. O imóvel não pode ter débitos e o enquadramento na tarifa social deve ser comprovado a cada dois anos.

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Outras medidas

Assim como recomendou o fechamento dos shoppings na quarta-feira (16) – sugestão acatada pela Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping) –, nesta quinta Doria pediu às igrejas e templos da Grande São Paulo que deixem de promover missas, cultos e celebrações a partir de segunda-feira (23). Objetivo é evitar aglomerações.

Visto a alta demanda e denúncias de práticas abusivas, o governo solicitou também que o álcool gel seja vendido em mercados e farmácias de São Paulo a preço de custo, sem margem de lucro. Processos de devedores ao estado, sendo pessoas físicas ou jurídicas, também foram suspensos por 90 dias a partir de 1º de abril.

Na educação, após suspender as aulas, a rede estadual irá antecipar as férias para professores de todo o estado, a partir de segunda. Segundo Doria, são 165 mil profissionais afetados, sendo 150 mil das escolas e 15 mil das unidades do Centro Paula Souza.

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