64% dos brasileiros apoiam concessão de parques urbanos, diz pesquisa

Por Metro Jornal

Estudo divulgado em março pelo Instituto Semeia aponta barreiras à visitação e as opiniões sobre a gestão dos parques brasileiros, tanto os naturais quanto os urbanos.

Realizado no segundo semestre de 2019 com 1.198 entrevistados das seis regiões metropolitanas do país (Brasília, Manaus, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo), o levantamento revela que, embora brasileiros conheçam e tenham interesse sobre os parques do país, a visitação ainda não faz parte da rota de destinos turísticos das pessoas.

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Além disso, maior parte da população entrevistada considera positiva a implementação de novos modelos de gestão de parques baseados em parcerias público-privadas.

Quando o assunto é parque natural, ou seja, aqueles que têm grandes áreas destinadas à conservação, normalmente distantes de centros urbanos, 40% dos entrevistados dizem visitar esporadicamente esses locais. Para os que nunca visitaram, os principais entraves são: custo de viagem (47%), custo de hospedagem (29%) e distância (18%).

O fator cultural, como a preferência por outros destinos – como praias, ainda que mais distantes – também é um forte influenciador de decisões.

No caso dos parques urbanos, as barreiras de distância e hábito cultural se repetem. Ainda, outros fatores relacionados à gestão dos parques, como a falta de segurança (17%), banheiros e instalações ruins (10%) constam como impeditivos para a visitação.

Outro ponto abordado na pesquisa foi se os entrevistadas são “a favor ou contra concessão/parcerias dos parques com empresas ou entidade privadas”. Os resultados apontam que 53% são favoráveis a esse tipo de gestão em parques naturais, e 64% em parques urbanos.

O estudo ainda levanta a expectativa dos respondentes em relação a adoção de concessões/parcerias nos parques. Em linhas gerais, a proporção daqueles que possuem uma perspectiva de melhoria desses espaços com a implementação desse modelo de gestão prevalece tanto em parques naturais (58%) quanto em urbanos (66%).

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Para os parques naturais, a expectativa de melhoria se concentra em atividades de limpeza (73%), iluminação (71%) e segurança (71%). Nos parques urbanos, as pessoas entrevistadas disseram esperar melhores condições em atividades de iluminação (78%); limpeza (77%); equipamentos de lazer (75%); e banheiros (75%). “O que temos visto no Brasil é um número crescente de programas de parcerias em parques. Entender os hábitos e os anseios da população são fundamentais para modelar bons projetos”, avalia Fernando.

De acordo com o Mapa das Parcerias do Instituto Semeia, atualmente no Brasil existem cerca de 102 parques em diferentes etapas do ciclo de um projeto de parceria com iniciativa privada. Trata-se de projetos conduzidos por governos nos três níveis da federação.

Alguns ainda na fase de estudos e planejamento pelas entidades responsáveis, outros em licitação ou em via de assinar contratos com a iniciativa privada. Para o diretor-presidente do Semeia, ”as parcerias podem ser um importante catalisador para fomentar o desenvolvimento econômico, a conservação da biodiversidade e a geração de renda para o país”.

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