Polícia Federal abre terceira fase de operação contra mães coniventes com pedofilia

Por Estadão Conteúdo

A Polícia Federal (PF) abriu a terceira fase da Operação Pedomon na manhã desta quarta-feira, 11, para fazer buscas contra três mães que teriam compartilhado imagens de cunho pornográfico de seus filhos e filhas com um homem que foi preso na primeira fase da investigação, em maio de 2019, com "grande volume de arquivos" contendo cenas de abuso sexual praticadas por ele. Os mandados são cumpridos nas cidades de Cerquilho, São Paulo e Iguape.

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Segundo a PF, a ação encerra uma apuração que identificou seis crianças vítimas de abuso sexual infantil. A investigação teve início na Ucrânia, foi enviada ao Brasil pela Interpol, e identificou registros de mais de 30 estupros, sendo que as imagens eram compartilhadas em fóruns da deepweb dedicados a abusos sexuais praticados por pais e mães.

A primeira fase da Pedomon prendeu um homem em Iguape, no litoral sul paulista, em maio do ano passado, partindo de uma comunicação da Interpol sobre a prisão de um casal de ucranianos que produzia e distribuía arquivos contendo imagens de abuso sexual infantil naquele país.

Na ocasião, durante cumprimento do mandado de busca e apreensão, ele tentou destruir seu laptop e celulares, mas não conseguiu. Análises do Setor Técnico-Científico da PF identificaram grande volume de arquivos contendo cenas de abuso sexual praticadas por ele em companhia de duas mulheres, tendo duas crianças como vítimas.

Tais mulheres eram ex-namoradas do preso e também foram detidas, durante a segunda fase da operação, deflagrada em setembro de 2019. As vítimas dos abusos foram identificadas como a filha e o filho de uma das ex-namoradas e têm 11 e 5 anos de idade atualmente.

Segundo a PF, há registro da ocorrência de mais de 30 estupros, além de imagens de tortura praticada contra uma das crianças. No caso da mãe das agressoras,a Polícia identificou cerca de 20 atos de abuso sexual praticados contra o próprio filho.

Os estupros eram filmados e depois as imagens eram trocadas em fóruns da deepweb dedicados especificamente a abusos sexuais praticados por pais e mães.

A análise dos HD's apreendidos com o abusador preso na primeira fase da operação levou ainda à identificação de outras três mulheres que produziram imagens de cunho pornográfico de seus filhos e filhas e as enviaram para o investigado.

Os crimes de publicação de imagens de pornografia infantil e de estupro de vulnerável preveem penas de, respectivamente 3 a 6 anos de reclusão e 8 a 15 anos de prisão, indicou a Polícia Federal.

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